Gui Boratto estreia na Renaissance

dezembro 14, 2009 by scherer  
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Foto divulgação: IMAGECARE

Foto divulgação: IMAGECARE

O produtor brasileiro Gui Boratto acaba de acertar com a Renaissance sua primeira compilação pelo selo inglês.

Boratto lançara pela série The Mix Collection, o disco está com lançamento previsto para o dia 25 de janeiro de 2010.

A Renaissance era um selo especializado em progressive house e já lançou artistas como John Digweed, Sasha, Hernan Cattaneo, James Zabiela entre outros grandes nomes. Recentemente o selo vem apostando em outro estilo, o tech-house, com o lançamento de Boratto, este será o segundo disco deste estilo pelo label.

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Mostra de fimes sobre cultura eletrônica Kino Beat em Porto Alegre

novembro 18, 2009 by scherer  
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kinobeat

Com a  curadoria de DJ e produtor cultural Gabriel Cevallos, um dos cabeças da festa Neon, acontecerá em Porto Alegre a mostra de filmes, videoclips e documentários sobre a cultura da música eletrônica.

A mostra acontece de 27 de novembro a 10 de dezembro na sala P.F. Gastal na Usina do Gasômetro. Entre os fimes selecionados estão:

DUB ECHOES – BRASIL – 2007 – 75 MINUTOS.

“Dub Echoes†é um documentário que traça a origem do Dub jamaicano, e sua influencia para o desenvolvimento do hip-hop e da música eletrônica. O filme mostra como a invenção jamaicana chamada Dub, revolucionou a maneira de se fazer música, transformando o estúdio em um instrumento musical, dando vazão a experimentos sônicos sem precedentes.

DARKBEAT AN ELETRO WORLD VOYAGE – EUA – 2006 – 60 MINUTOS. LEGENDAS EM ESPANHOL.

“Darkbeat: An Electro World Voyage†viaja através do mundo analisando o gênero musical conhecido como Electro. O filme mostra a paixão de artistas na criação e na preservação desse tipo de música, Dj´s e pequenas comunidades que apóiam essa cena por muitos desprezados.

IT’S ALL GONE PETE TONG – UK/CAN – 2005 – 90 MINUTOS.

Em forma de falso documentário, o filme mostra a lenda de Frankie Wilde. O filme mostra a vida trágica do lendário Frankie Wilde. A história nos leva através da vida de um dos melhores DJs conhecidos, e a subseqüente batalha com um distúrbio auditivo, culminando com sua misteriosa saída de cena.

GOOD COPY BAD COPY – DINAMARCA – 2007 – 59 MINUTOS.

Documentário sobre o atual sistema da cultura do copyright, abordando-o culturalmente no contexto da internet, do “sampling†e nas diversas formas de compartilhamento de arquivos.
WHAT THE FUTURE SOUNDED LIKE – AUSTRÃLIA – 2007 – 27 MINUTOS. SEM LEGENDAS.

De Dr. Who a Dark Side of the Moon, os membros do Electronic Music Studios desenvolveram idéias e tecnologias pioneiras, criando a nova trilha sonora do século 21.

BEAT STREET – EUA – 1984 – 105 MINUTOS.

Um aspirante Dj do Bronx e seu melhor amigo tentam entrar no mundo do showbizz através da emeregente cultura hip-hop. Recheado de Breakdance e com aparições dos principais nomes do hip-hop old school.

NOTES ON BREAKCORE – ÃUSTRIA – 2006 – 30 MINUTOS. LEGENDAS EM INGLÊS E ALEMÃO.

Um vídeo testamento sobre um dos estilos mais transgressores da cena musical, o Breakcore. Repleto de entrevistas e imagens dos principais artistas do gênero.

CAN I GET AN AMEN? EUA – 2004 – 18 MINUTOS.

Uma narração explica a história do “Amen Breakâ€, um sample de seis segundos de bateria, retirado do lado B de um single de 1969. Esse sample foi excessivamente usado para criar as primeiras faixas de hip-hop, e se tornou a base de origem do Drum & Bass e Jungle.

A ÚLTIMA FÃBRICA – BRASIL – 2005 – 9 MINUTOS.

Plano sequência sobre a polysom, última fábrica de discos de vinil da américa latina.

VJBR I E VJBR II – BRASIL – 2005 E 2008 – 60 MINUTOS CADA.

Duas compilações do coletivo de Vjs brasileiros VJBR. Imagens e músicas mixados ao vivo.

SAVING POP CULTURE – EXPERIMENTAL GERMAN MUSIC VÃDEOS – 1998-2003 -2003-2007 -60 MIN.

Duas programações selecionadas pelo International Short Film Festival de Oberhausen na Alemanha, com clipes experimentais de música eletrônica.

MAN OOMAN (MAN WOMAN) – DINAMARCA – 2008 – 57 MINUTOS – LEGENDAS EM INGLÊS.

Um filme sobre o relacionamento entre gêneros, analisado pelo viés da forma de dança que a cultura do Dancehall jamaicano se utiliza.
MR. CATRA THE FEITHFULL – DINAMARCA – 2004 – 60 MINUTOS.

O primeiro documentário sobre o baile funk, a música eletrônica 100% brasileira e o seu principal representante em um retrato intimista.

STOCKTOWN – DINAMARCA – 2003 – 9 EPISÓDIOS DE 29 MINUTOS. LEGENDAS EM INGLÊS.

Vanguardista série de documentários que abordam diferentes estilos de vida, todos ligados ao cenário musical independente global. Uma série de nove episódios mostrando a cultura urbana de Los Angeles, Tokyo, New York, Hawai entre outros. Com um toque autoral, você será levado a descobrir universos inimagináveis; global, experimental, independente.
24 HOURS PARTY PEOPLE – INGLATERRA – 2002 – 115 MINUTOS.

Descrevendo a herança musical de Manchester desde a década de 70 até o início dos anos 90. O filme ilustra a vibração que fez da cidade o lugar onde todos gostariam de estar. Joy Division, New Order, ecstasy e o nascimento da cultura clubber.
THE BRISTOL SOUND – INGLATERRA – 2003 – 10 MINUTOS.

Uma investigação sobre o som de Bristol, cidade litorânea da Inglaterra, berço do Trip-hop, Massive Attack e Portishead.

Mostra FILE Documenta:

DRUM IN BRAZ – BRASIL – 2001 – 40 MINUTOS.

História particular sobre a primeira geração de Djs e produtores de Drum & Bass de São Paulo

ELETRICIDADE – BRASIL – 1984 – 13 MINUTOS.

A pré – história do Agentss, uma das bandas mais importantes da música eletrônica brasileira, já incomodados com a fama no começo dos anos 80.

OBJETO SONORO – BRASIL/ITÃLIA – 2005 – 20 MINUTOS.

Experiências sonoras eletrônicas de Dino Vicente, músico famoso nos anos 70, em forma de documentário, registrado pelo famoso diretor Roberto Ceccato.

OPERAÇÃO CAVALO DE TROIA – BRASIL – 2004 – 30 MINUTOS.

Polêmico registro de vários clubbers tentando invadir a festa Megavonts pelo mato.

Grade de horários da mostra

Sexta-feira (27 de novembro)
21:00 – Saving Pop Culture 2003 a 2007

Sábado (28 de novembro)
15:00 – Dub Echoes
17:00 – A Festa Nunca Termina
19:00 – Em Ritmo Acelerado

Domingo (29 de novembro)
15:00 – Good Copy Bad Copy
17:00 – Beat Street
19:00 – Saving Pop Culture 1998 a 2003

Terça-feira (01 de dezembro)
15:00 – VJBR II
17:00 – Pode me dar um Amém? O Som de Bristol e A Última Fábrica
19:00 – Mr. Catra o Fiel

Quarta-feira (02 de dezembro)
15:00 – Stocktown: Episódio 1 e 2
17:00 – Stocktown: Episódio 3 e 4
19:00 – Stocktown: Episódio 5 e 6

Quinta-feira (03 de dezembro)
15:00 – Stocktown: Episódio 7 e 8
17:00 – O Som do Futuro e A Última Fábrica
19:00 – Homem Mulher

Sexta-feira (04 de dezembro) – Mostra FILE
15:00 – Drum In Braz
17:00 – Objeto Sonoro e Eletricidade
19:00 – Operação Cavalo de Tróia

Sábado (05 de dezembro)
15:00 – Em ritmo Acelerado
17:00 – Darkbeat: Uma viajem pelo mundo Electro
19:00 – Dub Echoes

Domingo (06 de dezembro)
15:00 – Mr. Catra o Fiel
17:00 – Beat Street
19:00 – A Festa Nunca Termina

Terça-feira (08 de dezembro)
15:00 – Notes on Breakcore
17:00 – Pode me dar um Amém? O Som de Bristol e A Última Fábrica
19:00 – Saving Pop Culture 2003 a 2007

Quarta-feira (09 de dezembro)
15:00 – VJBR I
17:00 – Good Copy Bad Copy

Quinta-feira (10 de dezembro)
15:00 – Homen Mulher
17:00 – Darkbeat: :Uma viajem pelo mundo Electro

Mais informações:

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Entrevista com o diretor do documentário sobre cena eletrônica UK

outubro 15, 2009 by scherer  
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Gordon Manson

Conseguimos nesta semana uma entrevista inédita e culturalmente quente para cena eletrônica, após algumas trocas de e-mails fechamos um bate papo com Gordon Manson, diretor e idealizador do documentário They Call It Acid que terá sua primeira audiência pública no Raindance Film Festival na Inglaterra. O filme trata sobre a história desta nova cultura que se formava na metade pro final da década de 80. Manson na época era um jovem que além de freqüentar e fazer parte desta nova cultura que estava nascendo já começava seu trabalho no audiovisual. Foi neste período que ele gravou com sua câmera momentos raros e muitos deles inéditos daquele movimento que começou pequeno, mas que em pouco tempo depois virou febre e paixão ao redor do mundo.

Eletrocena – Como surgiu a ideia de fazer o documentário? Você imaginava que aquilo que estava gravando era o embrião da cena eletrônica e que se tornaria tão popular atualmente?

Gordon Manson – Nos tempos das primeiras festas de Acid House eu já trabalhava com filmagens, era jovem e inexperiente, porém sabia que o que estava filmando e a cena que eu fazia parte era especial. Nenhum de nós soube o quanto iria durar ou o quão grande e popular se tornaria. Nós sempre dizíamos: “Ah, isso tudo vai morrer daqui alguns mesesâ€, mas na verdade só continuou crescendo e crescendo. Minha experiência mais memorável foi no verão de 1989 na Energy Summer Festival quando festejávamos toda noite em uma rave open air e  não tínhamos dado conta da quantidade de pessoas que passaram pelas blitz e bloqueios da policia até um amigo subir em uma torre de andaime e então ele me disse: â€Mas que Diabos.!. sobe aqui pra ver isso!â€. Eu subi a torre e então vi uma MASSA de 25.000 pessoas aglomeradas dançando juntas. Naquele ponto eu soube que a cena já estava massiva e chegou pra ficar. Era 1998 depois de trabalhar em documentários de televisão por muitos anos como um editor e produtor que decidi fazer a história da AcidHouse em um formato de documentário. Levou aproximadamente uma década para completar-lo.

Eletrocena – Como era a Inglaterra socio-cultural na metade dos anos 80?

Gordon Manson- A metade dos anos 80 no UK ficou conhecida como “The Tatcher Years†(Os anos Thatcher) depois que Margaret Thatcher foi primeira ministra. Com uma mão ela estava fechando minas de carvão e privatizando negócios nacionais botando pessoas fora de trabalho e com outra mão ela estava encorajando um espírito empreendedorista nos mais jovens e dizia: “Saia e faça uma vida para vocêâ€, então algumas pessoas eram ricas (ao Sul da Inglaterra) e outras eram pobres ( ao Norte da Inglatera). Os promoters das festas de Acid House seguiam a visão empreendedorista de Thatcher — saiam por ai, criando uma nova indústria. Mas ao mesmo tempo o governo se opôs ao o que estava acontecendo porquê eles não tinham o controle. De fato eles não tinham  nenhum controle sequer sobre a situação.

Eletrocena–  Como foi passar pela fase de opressão as raves imposta pelo governo e polícia? E como as pessoas faziam para burlar esse sistema?

Gordon Manson – Nos 80s a maioria dos clubs fechavam as três horas da manhã. Não existiam licenças de funcionamento para toda a noite. Foi assim até o ecstasy invadir Londres e a House Music, junto com o Techno Europeu e o estilo Pop Balearico começaram a tocar e as pessoas sentiram a necessidade de dançar e festejar por toda a noite. Os primeiros promoters de raves como Tony Colston Hayter da Rave Sunrise e Wayne Anthony  da Rave Genesis começaram a propor lugares para as pessoas irem após o término das festas nos clubs. No início a polícia não se importava, porquê não havia álcool sendo vendido e não tinha nenhum problema ou distúrbios nestes eventos. Quando jornais começaram a escrever sobre as festas, políticos formaram uma posição contra a cena de Acid House castigando-a como uma cultura maligna relacionada à drogas. A polícia então foi pressionada pelo governo a iniciar prevenções contra estas festas. Promoters como Tony e Wayne foram muito espertos e vieram com métodos de evitar a lei: criando documentos falsos para as festas, descobrindo lugares para os frequentadores se encontrarem e então iriam em comboios até um lugar secreto onde seria feita a festa e explorariam falhas de legalidade como fazer todas as partes envolvidas membros do evento.

Eletrocena – Além das drogas, o que inevitávelmente faz parte de todo movimento jovem, o que em sua opinião pode ter sido a razão para uma opressão tão agressiva naquele tempo?

Gordon Manson – Quando fui entrevistado pelas autoridades me contaram que a principal preocupação não eram as drogas mas sim o bem estar e segurança dos frequentadores. A cena estava abaixo da lei e alguns promoters estavam usando lugares perigosos então a polícia estava correta quando afirmava que poderia ocorrer algum acidente trágico. No entanto a maioria dos promoters estavam felizes por conseguirem acordos com as autoridades e permitiam inspeções nas localidades de eventos. Porém não eram disponibilizadas licenças aos promoters, o que sugere que as autoridades estavam mais preocupadas com o crescente uso de drogas, o qual estava saindo de controle. A entrevista continua aqui.

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They Call It Acid terá premiere no Raindance Film Festival

setembro 17, 2009 by scherer  
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tehycall

Já havia escrito aqui no blog sobre o documentário They Call Iit Acid que conta a história da cena eletrônica na inglaterra. Coloquei aqui alguns trailerse comentei que o filme ainda não tinha previsão de lançamento.

Pois bem, They Call It Acid começa a ganhar o mundo no próximo dia 07 de outubro dentro do Raindance Filme Festival que acontece anualmente em Londres.

Agora é aguardar para o lançamento para grande massa.


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