Alice in Chains – Black Gives Way to Blue

outubro 21, 2009 by Bruno Felin  
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Responsável por limpar o que restava do glitter da década anterior, o grunge inaugurou os 90 e logo causou alarde. Depois da morte de Kurt, e com o Pearl Jam no comando do barco, muito do cabelo dos então jovens de flanela de Seattle se foi. Mas a música segue. Com as atividades retomadas em 2005, o Alice in Chains acaba de lançar Black Gives Way to Blue. Nos vocais, William Duvall ocupa o lugar de Laney Stanley, encontrado morto em 2002. Esbanjando competência, o guitarrista Jarry Cantrell segue com Duvall os duetos vocais outrora feitos com Stanley e coloca ainda mais peso em faixas como “All Secrets Known†e “Check My Brainâ€. No final, a surpresa: o piano de Elton John na balada em homenagem ao ex-vocalista e que dá nome ao disco.

Por Lucca Rossi

Pearl Jam – Backspacer

outubro 21, 2009 by Bruno Felin  
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Os quarentões do grunge surfam a onda de outras grandes bandas e ressurgem com o lançamento de um álbum independente. Backspacer inicia na mesma linha dos discos anteriores: com músicas pesadas de vocais rasgados, como nas destacadas Gonna See My Friend e Got Some. O que segue são composições com pitadas de new wave, que gradativamente assumem caráter mais intenso, profundo e intimista. As letras de Ed Vedder desvinculam-se da problemática de Bush e focam-se no labor da entrega e recuperação. O disco é repleto de canções amigáveis à radiodifusão – duas delas, Just Breath e The End, soam como remanencências do trabalho solo do vocalista em Into the Wild. A competente produção de Brendan O’Brien – ausente por mais de uma década, desde o excelente Yield – possibilita que a bateria de Matt Cameron finalmente venha à tona. Backspacer é um álbum saboroso, que flerta com diferentes tendências, e que agradará boa parte dos numerosos fãs.

Por Daniel Rosemberg

Mika – The Boy Who Knew too Much

outubro 21, 2009 by Bruno Felin  
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Se fôssemos destacar uma só qualidade de Mika, seria a de fazer música pop, mas muuuito pop, sem que precisemos confessar uma certa imbecilidade ao gostar. Letras divertidas deslizam sobre melodias irresistivelmente dançantes e isso não é nenhuma novidade. Aliás,o disco The Boy Who Knew Too Much não traz nada de novo. A fórmula  de Life in Cartoon Motion se repete com hits absolutos como o single We Are Golden, Rain e Touches You e com outras mais baladinhas como I See You e By The Time. Talvez a mais destoante seja Pick up off the floor, em tom de contos de fadas moderno. E mesmo sem surpresas, Mika aparece mais confiante, mas com a mesma leveza e saltitância de antes.

Por Ana Luiza Bazerque

Kid Cudi – Man on the Moon

outubro 21, 2009 by Bruno Felin  
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kidKid CuDi é o cara. Talvez não por seguir as mesmas vertentes de Kanye West ou por conseguir fugir do som clichê das periferias americanas, mas por orquestrar magnificamente o instrumental estonteante de Ratatat e a psicodelia do MGMT em um álbum de rap. Com o leque de produtores que reuniu em Man On The Moon, CuDi aparece com mais de uma dúzia de canções diferenciadas entre si, algo de que Kanye jamais pôde se gabar – “Day N Niteâ€, “My World†e “Make Her Sayâ€, por exemplo, poderiam estar em discos completamente isolados. Passion Pit que me perdoe, mas esta sim é uma das maiores estréias do ano.

Por Alex Corrêa

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