O Rappa arrasa na capital
O Pepsi on Stage lotou pra receber O Rappa no último sábado, dia 18. Assim que pisou no palco, a banda foi recepcionada por uma calorosa platéia, que, minutos antes, demonstrava ansiedade e até impaciência diante de um atraso para o inÃcio da apresentação. O relógio marcava 23h30min, quando Falcão entoou os primeiros versos de “Meu Santo Tá Cansadoâ€. A música que abriu o show faz parte do novo disco, “7 Vezesâ€, lançado recentemente e considerado uma evolução do “Acústico MTVâ€, que precedeu este trabalho.
Na seqüência, o que se viu foi uma apresentação redonda. E nem poderia ser diferente. Afinal, O Rappa é uma banda experiente, com músicos de ótima qualidade e um front man de primeira categoria. Isso, sem contar a coleção de hits, que já estão no subconsciente do público. E eles estavam todos lá: “Reza a Velaâ€, “Mar de Genteâ€, “Hey Joeâ€, “Pescador de Ilusõesâ€, “Rodo Cotidianoâ€. Melhor que isso, só podendo conferir ao vivo as novas canções da banda, intercaladas com os clássicos. “Monstro InvisÃvel†e “7 Vezes†foram, sem dúvida, as que mais empolgaram, tendo em vista que estão tocando direto nas rádios. Um show perfeito, com direito a bis e um público que beirava o nirvana.
O show de abertura
O ponto fraco da noite, porém, ficou com a banda de abertura. A Doctor Robert subiu ao palco por ter vencido o concurso “Pepsi Músicaâ€, direcionado à s bandas de colégio da capital. É totalmente desnecessário discutir a qualidade da banda. Fato é que não deixa de ser uma sacanagem tanto com o público quanto com o artista esse tipo de premiação, embora pareça uma oportunidade única e incrÃvel para um grupo em inÃcio de carreira.
Em primeiro lugar, o público de O Rappa é mais adulto e é bem provável que não tenha tomado conhecimento sobre tal concurso. Muito menos saiu de casa pra assistir ao show de uma banda desconhecida, iniciante e que nada tinha a ver musicalmente com a atração principal. Isso ficou claro enquanto a Doctor Robert esteve no palco. Justamente por isso, é uma sacanagem com a banda também, pois, por melhor que seja, acaba tocando pra uma platéia completamente sem disposição.
Talvez seja o caso de repensar a premiação pra próxima edição do concurso. Um CD bem gravado, num estúdio bacana, com um produtor experiente, que tenha capacidade real de indicar um caminho pra banda, é muito mais interessante do que uma abertura de show imposta dessa forma. Ou então, coloca a banda pra tocar mais cedo, não no horário supostamente marcado pro inÃcio do show principal. Fica a dica.
The Donnas – Bitchin’
agosto 20, 2008 by fernandacorrea
Filed under CDs

E como de costume, as Donnas se superaram com o novo disco. Praticamente todas as faixas têm bases recheadas com riffs de guitarra que nos fazem lembrar nada mais, nada menos que os mestres do AC/DC e Kiss. Só essas duas comparações já bastam. O bumbo da bateria abre quase todas as músicas do disco, mas nada que atrapalhe uma boa execução do som pesado e acompanhado do vocal técnico e muito bem feito de Brett. Em agosto a mulherada passou pelos palcos brasileiros e surpreendeu muita gente. Deu uma boa aula de rock’n’roll e foi além da expectativa do público. As meninas são ótimas não só no quesito musical, mas também no quesito carisma. Tiro o chapéu para as quatro, sem pensar duas vezes.
>> Por Renata Crawshaw
PF2 – Nada Pode Dar Errado
agosto 20, 2008 by fernandacorrea
Filed under Bandas Independentes
Nada Pode Dar Errado é o álbum de estréia da PF2. A banda gravou 13 músicas, que foram produzidas por Ray Z (RPM e Os Ostras). As composições são acentuadamente pop, complementadas com alguns solos de guitarra. O som é bem comercial, com letras sobre amor, melodias fáceis de absorver e músicas cantaroláveis. As influências estão no pop brasileiro atual, especialmente Lulu Santos e bandas jovens. Destacam-se as faixas “Por que você partiuâ€, “Pode crer†e “Nada pode dar erradoâ€, que oferecem bons refrãos, daqueles que custam a sair da cabeça.
Barão Vermelho – Rock in Rio 85
agosto 20, 2008 by fernandacorrea
Filed under DVDs

No dia 15 de janeiro de 1985, o Colégio Eleitoral sagrava Tancredo Neves o primeiro presidente civil depois de 21 anos de ditadura militar. A data que marcou a volta da democracia ao Brasil ficou também na história de uma das maiores bandas de rock do paÃs: o Barão Vermelho. Foi no gigantesco palco do Rock in Rio que Dé, Mauricio Barros, Guto Goffi, Frejat e Cazuza se apresentaram diante de 85 mil pessoas. Eufóricos com a eleição do novo presidente e com a sonhada liberdade de expressão, jovens dançavam enrolados em bandeiras do Brasil e cantavam pro dia nascer feliz.
O DVD Barão Vermelho – Rock in Rio 1985 traz o registro de um show antológico do quinteto carioca. Com 13 músicas (mais uma faixa bônus), o show mostra na Ãntegra a primeira das duas apresentações que o Barão fez no festival. Com o repertório baseado na turnê Maior Abandonado, em 45 minutos de música o Barão toca o que tem de melhor. Estão lá os sucessos “Maior Abandonado†e “Bete Balançoâ€, além de “Down em Mimâ€, “Todo amor que houver nesta vidaâ€, “Por que a gente é assim?†e, no final, a apoteótica “Pro dia nascer felizâ€, com Cazuza convocando a “rapaziada esperta†a dar, na manhã seguinte, um bis na felicidade nacional. Nos extras, o documentário Aconteceu em 85, que mostra diferentes pontos de vista do evento e seu contexto histórico, mesclando depoimentos de Pedro Bial, Lucinha Araújo, Leda Nagle e dos músicos com reportagens e imagens da época.
No palco, Cazuza mostra que ainda era um diamante bruto, mas ser apenas o vocalista de uma banda de rock já estava se tornando pouco para seu talento. Cinco meses após a apresentação no Rock in Rio, ele deixou o Barão para seguir em carreira solo. O DVD é também o registro único de algumas versões: “Um dia na vidaâ€, “Mal nenhum†e “Subproduto de Rockâ€.
Se por um lado o tratamento dedicado às imagens não é suficiente para corrigir as falhas de iluminação, por outro o áudio remasterizado compensa. Talvez o dia não tenha nascido feliz sempre, mas sem dúvida é o registro de uma data que entrou para a história, numa apresentação simbólica em que os jovens e o rock nacional celebraram enfim a sua liberdade.
>> Por Fred Vittola






