De cavalo e de mansinho


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Revista NOIZE

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Tudo em silêncio. Só o que se ouvia eram os gritos da plateia. Não havia música "mecânica" ao fundo. E assim – pontualmente às 21h10 – Rodrigo Amarante entrou em cena no palco para mais um show da turnê de “Cavalo”. Dessa vez no Opinião e para o público gaúcho. O ex-Los Hermanos entrou de mansinho e só com a sua voz e o seu violão. Os primeiros acordes de “Irene” começaram suavemente. A melancolia da sua estreia solo dominaramm a apresentação. Do início ao fim. De “Irene” a “Tardei”. De “Nada em Vão” às faixas em inglês “Fall Asleep” e “The Ribbon”. Era exatamente o que o público queria assistir. Amarante não é distribuir sorrisos. Até pediu - por duas vezes - que o público ficasse em silêncio para que a plateia pudesse absorver o seu melhor. Não só da sua performance. Mas também do seu sentimento. É como se as músicas de “Cavalo” viessem de dentro da alma daquele cara barbudo posicionado no centro do palco. Apenas uma hora de show e todas as músicas de "Cavalo" foram executadas com cuidado e esmero milimétricos. E mesmo assim ainda havia fôlego e paciência para mais duas canções. “Satellite of Love” foi a homenagem de Amarante a Lou Reed. “Evaporar” uma referência ao Little Joy e aos parceiros que ficaram nos Estados Unidos. E tudo acabou como começou. Em silêncio. [gallery ids="70375,70382,70376,70386,70377,70378,70384,70379,70380,70391,70385,70381,70383,70387,70388,70389,70390,70392,70393,70394,70395"] (Fotos: Ariel Fagundes)
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