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5 fatos sobre “Castelos e Ruínas”, estreia de BK’ que celebra dez anos


Por:

Vitória Prates

Fotos: Wilmore Oliveira

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Dez anos após mudar sua trajetória — e ajudar a redefinir o rap nacional — BK' prepara um novo capítulo para Castelos & Ruínas (2016), álbum produzido por El Lif Beatz e JXNV$. O artista anunciou um show especial no Allianz Parque, no dia 19 de setembro [ingressos aqui], com organização da 30e, em parceria com 11MM e Gigantes.

Esta é a primeira vez que um rapper brasileiro faz show solo no estádio. E, para comemorar o feito, o show de abertura ficará por conta de Ebony, do duo Deekapz e da dupla Febre90's. Sobre a celebração, o rapper diz: "O show no Allianz vai ser uma grande comemoração e vitória do hip-hop nacional. E quero trazer comigo uma galera que, não só faz parte da minha história, mas que representa muito para o movimento".

A estreia se tornou um marco do rap nacional ao propor uma narrativa introspectiva, marcada por contrastes e reflexões pessoais. De lá para cá, BK’ ampliou seu alcance com trabalhos como Gigantes (2018), Icarus (2022) e Diamantes, Lágrimas e Rostos para Esquecer (2025).

Agora, Castelos e Ruínas volta ao centro das atenções com uma série de comemorações, que inclui um show histórico e um projeto audiovisual. Abaixo, reunimos cinco fatos que ajudam a entender por que o álbum segue tão relevante uma década depois:

Crise pessoal

O disco nasceu em um momento de incertezas: aos 25 anos, o rapper lidava com o fim de um relacionamento longo, conflitos familiares e dúvidas sobre seguir ou não na música. Desses questionamentos surgiram as 12 faixas – hoje consideradas algumas das mais pessoais de sua carreira.

Popularidade tardia 

Nas plataformas, o álbum não aparece entre os mais ouvidos do artista. Foi com Icarus e Diamantes, Lágrimas e Rostos para Esquecer que BK’ ampliou seu público. Durante anos, o disco ficou disponível apenas no YouTube, em parte por causa do uso de samples: um trecho de cerca de um segundo foi suficiente para retirá-lo dos serviços digitais.

Trabalho audiovisual

Partindo da faixa "Caminhos", Willy Hajli e Poeta Visual assinam um trabalho audiovisual inédito para celebrar uma década de Castelos e Ruínas. “O filme nasce da minha pesquisa sobre ancestralidade e memória. Construímos uma narrativa fragmentada, guiada pela fala de uma mãe ao filho. O ‘castelo’ surge como símbolo de proteção e do feminino, enquanto a ‘ruína’ representa o percurso e seus desafios”, comenta Willy Hajli.

Sobre as inspirações para o trabalho, Poeta comenta: "Foi um processo muito fluido, é uma pesquisa que eu faço a vida inteira. Esse álbum impactou muito a minha vida", conta ele.

O BK' construiu um universo em que ele é a referência dentro do rap, e isso ajudou demais na construção dos audiovisuais. É um álbum sensível

Fora da curva

Na década passada, o trap ganhava força no país por meio de coletivos, como a Nectar Gang, da qual BK' fazia parte. O grupo misturava referências do rap dos anos 1990 — especialmente o boom bap — a novas estéticas. Em paralelo, o rapper fundou a gravadora independente Pirâmide Perdida, responsável por estruturar e ampliar o alcance de sua carreira no rap nacional.

Entre dois mundos

A faixa-título foi a primeira a surgir – e, a partir dela, nasceu o conceito do disco. “Estava começando a misturar um mundo que vivi por 20 anos com esse novo mundo que estava conhecendo”, relembrou em entrevista à Folha de S.Paulo, sobre a transição entre Jacarepaguá e a Glória. O resultado é um álbum atravessado por contrastes, que vão da violência e desigualdade à boemia.

BK' - 10 anos de Castelos & Ruínas

Data: 19 de setembro (sábado)

Local: Allianz Parque - Avenida Francisco Matarazzo, 1705 / R. Palestra Itália, 200 - Água Branca, São Paulo

Ingressos: via Eventim

Por:

Vitória Prates

Fotos: Wilmore Oliveira

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