Aláfia trata as feridas sociais com beats pesados no novo disco “SP Não É Sopa”


Por:

Ariel Fagundes

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Saiu agora pouco o terceiro disco de estúdio do Aláfia e pode se preparar que é uma pedrada. SP Não É Sopa chega pesado, com letras que jogam álcool nas maiores feridas sociais da capital econômica do Brasil. A gentrificação, o medo, o crack, a violência de todos os tipos, especialmente aos mais marginalizados, está tudo ali. Veja também: Entrevista | Os orixás na música brasileira e na vida de Eduardo Brechó, do Aláfia Entrevista | A revolução crespa de Tássia Reis Já a sonoridade é essencialmente negra, ora mais dançante, ora mais viajante, sempre flutuando entre beats densos e melodias sutis, sustentadas pelas vozes não somente de Eduardo Brechó, Xênia França e Jairo Pereira, mas também por vários outros vocais convidados. Estão no disco Tássia Reis, Raquel Virgínia e Assucena (da banda As Bahias e a Cozinhas Mineira), Marcela Maita e Luísa Maita (filha e irmã, respectivamente, de Marcelo Maita, tecladista do histórico grupo de rap Região Abissal, que por sua vez é filho do sambista Amado Maita) dentre outros cantores. João Parahyba, percussionista do lendário Trio Mocotó, também está no álbum. Produzido e dirigido por Eduardo Brechó, SP Não É Sopa traz 11 faixas que são a trilha sonora da cidade. “São Paulo é uma relação de amor e ódio mesmo. Pensei muito nas grandes trilhas de blaxploitation para produzir esta homenagem concreta e ácida”, comenta Brechó em comunicado à imprensa. Traços de samba, funk, rap, disco, dub e candomblé fervem no caldeirão negro do Aláfia. Ouça abaixo:
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Ariel Fagundes

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