Cachorro Grande celebra a própria trajetória em Porto Alegre, em show com homenagem a Ricardo Spencer


Por:

Thuanny Judes

Fotos: Zé Carlos de Andrade/Divulgação

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Na noite de 24 de julho, Beto Bruno (voz), Marcelo Gross (guitarra) e Gabriel “Boizinho” Azambuja (bateria) retornaram a Porto Alegre para celebrar os 25 anos de lançamento do primeiro álbum da Cachorro Grande e anunciar o retorno definitivo da banda. Com o reforço de Eduardo Barreto (baixo) e Mari Kerber (teclados), o grupo transformou o Auditório Araújo Vianna em um espaço de celebração da própria história.

A nostalgia tomou conta de um público formado por diferentes gerações, que esperou cerca de meia hora pelo início do show para ouvir, na íntegra, as faixas de Cachorro Grande (2001). A ideia era executar o álbum na ordem original, mas o plano saiu dos trilhos logo depois da quarta música. “Marcelo, tamo errando a ordem das músicas!”, brincou Beto. O momento arrancou risadas do público, não comprometeu o andamento da apresentação e animou ainda mais os fãs, que cantaram e dançaram durante toda a noite.


Duda Calvin, vocalista da Tequila Baby, subiu ao palco para cantar "Cleptomaníaca de Corações" e ainda puxou o jovem Daniel Azambuja, filho do baterista Gabriel Azambuja, para engrossar o coro. "Lunático", "Sexperienced", "Dia Perfeito" e "Debaixo do Chapéu" também fizeram parte do repertório ao lado de outros hits que atravessaram a trajetória da banda, como "Hey Amigo", "Que Loucura" e "A Alegria Voltou".

Homenagem a Ricardo Spencer

"Bom Brasileiro" também integrou o setlist da banda, que aproveitou o momento para homenagear Ricardo Spencer, cineasta baiano responsável pela direção de diversos clipes da Cachorro Grande e de outros artistas. Spencer morreu em 20 de julho, quatro dias antes do show.

Entre solos de guitarra, teclado e até mesmo de bumbo, a banda revisitou episódios de sua trajetória e as aventuras pelas ruas de Porto Alegre no fim dos anos 1990 e início dos anos 2000. Ao longo da apresentação, Beto Bruno e companhia relembraram bares e casas de shows fundamentais para os primeiros passos da banda, como a Fun House e o Dr. Jekyll, bar em que a banda fez seu primeiro show. “É muita energia. A mesma energia de 25 anos atrás”, comentou Beto.

Depois de duas décadas e meia de carreira e mais de oito álbuns lançados, entre trabalhos de estúdio e registros ao vivo, a Cachorro Grande também confirmou que já está se reunindo para preparar novidades para os fãs. No final do show, a banda apresentou as inéditas "Harmonia Natural" e "O Vagabundo Iluminado (Kerouac’s Blues)".

Mais do que uma celebração de aniversário, o show reafirmou o lugar da Cachorro Grande na história do rock gaúcho. Depois de 25 anos, a banda segue capaz de reunir diferentes gerações em torno de um repertório que atravessou décadas sem perder a força e agora volta aos palcos para escrever um novo capítulo.

Por:

Thuanny Judes

Fotos: Zé Carlos de Andrade/Divulgação

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