
Desde 2025, a Noize promove o Circuito Troca-Troca NRC, evento itinerante que promove um encontro entre assinantes do Noize Record Club. Nele, amantes do vinil conseguem trocar seus bolachões que não ouvem mais e ainda podem garantir outras edições em nossa lojinha.
Em abril, o Circuito aterrissou em São Paulo, na Feira Estranha. Organizado pela El Cabriton, expositores tomaram conta da Praça Coronel Fernando Prestes, no Bom Retiro, em 11/4.
Morando em Genebra, na Suíça, Giovanna Teodoro recebe os discos do NRC na casa dos pais, em São Paulo, e aproveita as visitas ao Brasil para atualizar a coleção. “Gosto de descobrir novos artistas. Eu escuto rádio brasileira de fora, quero saber o que estão tocando.”

A descoberta de novos sons, aliás, aparece como um dos principais motores entre os assinantes. Felipe Davo, que participa do clube há quase três anos, resume: “Eu gosto muito da curadoria para conhecer novos artistas”. Foi assim que chegou a nomes que hoje são seus queridinhos. “Agora eu vou para festivais e já conheço a maioria, porque muitos passaram pela Noize”, diz. Entre suas descobertas favoritas, ele cita Rachel Reis.
Talita Carvalho entrou no clube por causa de Tarde, álbum inédito de Milton Nascimento, título #103, e acabou ficando: “Eu tenho amado todos que chegam. Dei sorte”, conta. Mesmo não sendo uma colecionadora assídua de vinis, ela vê na assinatura uma forma de manter contato constante com música nova. “Eu confio na curadoria.”
Já Larissa Olivio divide a assinatura com a mãe, Nazy, numa dinâmica que mistura afeto e garimpo. Apaixonadas por Marisa Monte, elas aproveitaram o lançamento de Memórias, Crônicas e Declarações de Amor (2000) para entrar no clube.
“A gente gosta muito de procurar discos, mas tem muita coisa difícil de achar. A assinatura ajuda nisso”
Joyce Vieira ressalta o fator surpresa como parte do charme do clube: “Tem artista que eu nem sei que preciso ouvir, mas quando chega, eu adoro”, diz a assinante. Para Lucas Rodrigues, o vinil encanta por todo o ritual que o envolve: “Quando o disco chega, você para ouvir o álbum inteiro, é uma outra experiência”, foi assim que ele virou fã de Zé Ibarra.
Já Ivan Chagas, colecionador desde a adolescência, encontrou no NRC uma forma de atualizar o repertório. “Tem coisa que eu gosto, tem coisa que não gosto, mas eu sempre escuto. E isso é bom, porque você acaba descobrindo coisas novas”, diz.
Entre os assinantes de longa data, Marcos Argello lembra do seu primeiro disco da Noize: Afrosambas (1966), de Vinicius de Moraes e Baden Powell, título #6. “As edições são muito bem cuidadas, a prensagem é boa e ainda é um jeito de descobrir artistas. Abaixo de Zero: Hello Hell (2019), do Black Alien, se tornou um dos meus álbuns favoritos da vida”.
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