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Crizin da Z.O. desafia um conceito limitado de música eletrônica 


Por:

Amanda Cavalcanti

Fotos: João Rocha

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Há quem pense que a música eletrônica é um conceito limitado, que só cabe a batidas 4x4 e músicas que tocam em pistas de clubes fechados, e olhe lá.

Mas o trio Crizin da Z.O. subiu ao palco do sábado de Lollapalooza Brasil, no palco Perry’s by Fiat, pra desafiar todos esses conceitos. 

O som do grupo, formado por Cris Onofre, Akadindo e Marcelo Fiedler, brincou com os limites da música eletrônica desde seus primórdios, com os álbuns Tudo Está Acontecendo Ao Mesmo Tempo Agora (2019), e Brasil Buraco Vinte Vinte (2020) – em que Cris rima por cima de batidas de funk carioca, por vezes intensificadas com camadas de ruído e cacofonia. 

Mas Crizin só assumiu completamente sua vocação para o barulho com os trabalhos seguintes, “Alma Braba” e “Acelero”, lançados respectivamente pela Meia-Vida e QTV, selos do underground brasileiro que focam em sonoridades experimentais há mais de década. 

O setlist do grupo, estreantes no Lolla BR, caminhou principalmente por esses dois últimos discos. Rola de tudo no som do grupo: a base de funk carioca segue presente, principalmente pela percussão; o baixo de Fiedler traz sons do metal alternativo, Cris alterna entre flows mais diretos, partes cantadas e spoken word; e os beats eletrônicos vão do gabber ao funk mandelão.

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Debaixo do sol escaldante do começo da tarde, o Crizin da Z.O. juntou fãs e curiosos para dançarem ao som de suas canções tão proféticas quanto catastróficas – em “Buraco Mundo”, Cris canta sobre o sentimento de que “tudo está indo pro buraco” e questiona “será que nesse buraco cabe tudo?”.

Membros de cenas underground há anos – antes do Crizin, Cris teve a banda de hardcore Parte Cinza –, o grupo também salientou como “nada se faz sozinho” e agradeceu a todos os trabalhadores do festival, além de citar seus colaboradores, como Sarine, Saskia e Edgar. 

Em “Fatal”, Cris fez questão de colocar ênfase na frase “eu gosto da Björk, mas prefiro a Juçara.”

Por:

Amanda Cavalcanti

Fotos: João Rocha

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