
O Zig Festival chega à sua terceira edição neste fim de semana: na sexta-feira (09/10), o evento ocupa o Rio de Janeiro, com uma versão mais enxuta do line-up na Fundição Progresso, e, no sábado (10/10), em São Paulo, na Audio. Realizada por uma das boates LGBTQIA+ mais emblemáticas do país, a edição paulistana do evento traz atrações como Slayyyter, Rochelle Jordan, Linn da Quebrada, Clementaum + Karol Conká, Vita e Katy da Voz e as Abusadas.
Nascido como uma “festa de encerramento do ano”, como brinca Rafa Maia, um dos fundadores da ZIG, o festival tem nesta sua maior edição. “A primeira surgiu como uma festa em 2023, porque tivemos um ano muito incrível — sentimos vontade de encerrar em grande estilo. Mas, conforme as conversas foram evoluindo, meio que virou um festival”, ele conta, em entrevista à Noize.
“Tudo é muito caro. Crescer exponencialmente assim é um desafio muito grande, mas a gente acredita muito no que faz e no público que compra nossas ideias”, diz Werik Andrade, também fundador da Zig.
“É bastante coisa para duas pessoas fazerem”, afirma Rafa, contando que quase tudo do festival vem dos dois, das ideias aos movimentos mais concretos, como a contratação dos artistas. Na primeira edição, em 2024, vieram duas artistas internacionais (Brooke Candy e Coucou Chloé), enquanto agora, a edição de São Paulo recebe sete nomes internacionais, todos alinhados por Rafa e Werik. Entre elas, estão também Inj, Chase Icon e Bayli.

Um deles é Rochelle Jordan, que vem dando um frescor à cena R&B e house com seu último disco, Through the Wall (2026).
Outra atração bastante aguardada é a Slayyyter. A cantora e compositora americana já é um marco da cena do pop alternativo há anos, mas viu a carreira deslanchar com o álbum WOR$T GIRL IN AMERICA (2026), com as faixas “CRANK", “beat up chanel$” e “DANCE…”. Parte do público, inclusive, questionou o porquê de ela não estar tocando em festivais “maiores”.
“A gente não tem noção do tamanho que um artista pode ficar”, responde Rafa Maia: “Já ficamos felizes antes de ela estourar, e é ótimo ter ela tocando no nosso festival”. “Gosto sempre de salientar nessa questão que o Zig é um festival independente feito por pessoas LGBTQIA+, e o público da Slayyyter é exatamente esse. E ela reconhece isso; acho que enxergamos essa questão da mesma forma".
Cultura club queer
O fato de a Zig ser um espaço para pessoas LGBTQIA+ é fundamental para o trabalho de Werik e Rafa. Os dois avisam que, para eles, o mais importante é criar um espaço que abrace a comunidade da qual eles fazem parte.
“A Zig só existe por causa das pessoas que compram ingresso; não temos patrocínios e acordos”, afirma Rafa: “Ao longo de uma década, só continuamos existindo por causa das pessoas e do nosso recorte”.
Isso também está estampado na escolha dos nomes nacionais do projeto. Katy da Voz e as Abusadas, Vita, Linn da Quebrada; Clementaum, todas essas são mulheres LGBTQIA+, trazendo suas diferentes perspectivas para o line de um festival que só cresce.
Junto à motivação política, os nomes brasileiros também fazem parte da história da ZIG e, para Rafa Maia e Werik Andrade, é sempre fundamental levar pessoas que compartilham os mesmos valores junto com eles. “Todos os artistas estão muito ligadas ao nosso universo da Zig. Então, quisemos chamar todas elas, que sempre estiveramlá e sempre acreditaram na gente, para fazer parte desse grande e nosso festival ”, finaliza Rafa.
ZIG Festival 2026 - Rio de Janeiro
9 de outubro de 2026
Local: Fundição Progresso
Endereço: Rua dos Arcos, 24, Lapa, Rio de Janeiro
Abertura dos portões: 20h
Ingressos e revenda oficial: Shotgun
Zig Festival - São Paulo
10 de outubro de 2026
Abertura dos portões: 17h
Local: Audio e Pavilhão
Endereço: Avenida Francisco Matarazzo, 694, Água Branca, São Paulo
Ingressos e revenda oficial: Shotgun







