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5 curiosidades sobre “Estreito”, o disco que deu origem ao Rodox


Por:

Guilherme Serrano

Fotos: Murilo Amancio/Divulgação

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Lançado em 2002, Estreito marcou o início da trajetória do Rodox e inaugurou uma nova fase na carreira de Rodolfo Abrantes após sua saída dos Raimundos. Mais de duas décadas depois, o álbum ganha sua primeira edição em vinil pelo NRC+, convidando antigos fãs a revisitar esse capítulo do rock brasileiro e apresentando o disco a uma nova geração de ouvintes. A seguir, reunimos cinco fatos que ajudam a entender a singularidade do álbum.

O disco que veio antes da banda

Estreito foi apresentado ao público como um disco do Rodox, mas, na prática, o grupo sequer estava completo quando o trabalho foi gravado. Isso porque Rodolfo gravou os vocais, o baixo e a guitarra das 12 faixas do álbum. Acompanharam apenas Fernando Schaefer, ex-Korzus e Pavilhão 9, na bateria, e DJ Bob, nos efeitos e programações. “O Fernandão tocou no primeiro CD, mas quem fez as linhas de baixo e guitarra fui eu. E sou muito limitado como baixista e guitarrista”, relatou Rodolfo à Folha de S. Paulo em maio de 2003.

O baixista Patrick Laplan, recém-saído dos Los Hermanos, e o guitarrista Marcus Ardanuy, o Marcão, ex-roadie dos Raimundos, só se juntaram ao grupo para as gravações do primeiro videoclipe. Durante os shows do disco, o Rodox ainda contou com mais um guitarrista, Pedro Nogueira.

O papel de Tom Capone

Estreito tem produção musical de Tom Capone, que já havia trabalhado com Rodolfo no disco Só no Forevis (1999), dos Raimundos, e produzido nomes como Skank, O Rappa, Gilberto Gil, Lenine, Legião Urbana e Maria Rita. No Rodox, contudo, seu papel vai além da produção e passa pelo próprio surgimento da banda.

Segundo Rodolfo, Capone foi quem lhe estendeu a mão no período pós-Raimundos e abriu as portas de sua casa para que as primeiras gravações acontecessem. O produtor também foi o responsável por indicar o baterista Fernando Schaefer, com quem já tinha trabalhado no Pavilhão 9, e chegou até a tocar guitarra no primeiro show do Rodox, no Abril Pro Rock, em Recife.

Participações especiais

Entre as 12 faixas de Estreito, “Três Reis” ocupa um lugar de destaque, pois é a única que conta com colaborações de outros artistas. Nessa música, Rodolfo divide os vocais com o rapper Xis e com Marcelo Falcão, d’O Rappa, em um encontro que sintetiza a diversidade de referências presentes no disco: embora o hardcore seja a base do repertório, o álbum também dialoga com o rap, o reggae, o punk, o ska e o nu metal.

A presença dos convidados também evidencia uma característica marcante daquele período do rock nacional: a aproximação entre diferentes cenas musicais, cada vez mais abertas a colaborações, algo notável também em bandas como Charlie Brown Jr., Planet Hemp e Nação Zumbi.

Presença na MTV

No início dos anos 2000, a MTV ocupava um papel central na descoberta de novos artistas e na consolidação de carreiras. No caso de Estreito, os clipes de “Olhos Abertos”, “Dia Quente” e “Quem Tem Coragem Não Finge” ganharam espaço na emissora, inclusive concorrendo a diferentes categorias no VMB. Com isso, o Rodox teve seu alcance ampliado e suas músicas foram além das manchetes sobre a saída de Rodolfo dos Raimundos. Para muitos, o primeiro contato com o universo do Rodox se deu pela televisão.

Da controvérsia ao sucesso comercial

Estreito chegou às lojas cercado de expectativa, desconfiança e incompreensão. Os fãs e a mídia ainda tentavam entender a fé e a nova fase de Rodolfo, e essas discussões ajudaram a colocar o Rodox no centro das atenções. Para além das polêmicas e controvérsias, o disco correspondeu às expectativas e vendeu cerca de 40 mil cópias em seu primeiro ano, levando o Rodox a um espaço de destaque no rock brasileiro naquele período.

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Guilherme Serrano

Fotos: Murilo Amancio/Divulgação

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