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Brasil na vitrola: selos internacionais que lançam discos brasileiros


Por:

Pedro Figueiredo

Fotos: Reprodução/Instagram

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A música brasileira atrai fãs e apreciadores de todo o mundo. Desde os clássicos até lançamentos, há espaço para álbuns brasileiros nas coleções dos aficionados por discos. Nesse sentido, o mercado internacional encontra um terreno fértil para crescer, tendo em vista que a exportação de discos nacionais ainda é tímida.

Isso acontece, principalmente, pelos custos de levar nossos discos para fora, que giram em torno de 50% do preço final — podendo chegar a 80%, segundo informações levantadas pela Brasil Calling, com base nos valores de produção de discos aqui e na Europa.

Considerando este cenário, separamos alguns selos que fortalecem seus catálogos com artistas brasileiros. Confira abaixo:

Disk Union

A Disk Union foi fundada em 1967 no Japão e possui filiais no bairro de Ochanomizu, em Tóquio, além das cidades de Shinjuku, Shibuya e Osaka. Com um extenso catálogo de discos, a empresa conta com um acervo extenso de música brasileira, que inclui Novos Baianos, Caetano Veloso, Rubel, Pupillo e Tom Zé, por exemplo.

A loja ainda é responsável pelo selo Think! Records, que atua na distribuição de álbuns de jazz, soul, funk, música instrumental, entre outros. Esse braço da companhia japonesa produz edições exclusivas para o país e é responsável pela entrada de discos brasileiros nesse mercado. Ana Frango Elétrico, Toninho Horta e Zé Ibarra estão entre os nomes já lançados pela empresa.

Far Out Recordings

Também sediada no Reino Unido, a Far Out Recordings é especializada em música brasileira, apesar de trabalhar com artistas de outras nacionalidades, e foi fundada pelo empresário e produtor Joe Davis em 1994. A paixão do empresário pela nossa música se deu durante uma viagem ao Brasil, ainda na adolescência.

Desde a fundação do selo, artistas como Azymuth, Joyce, Marcos Valle, Arthur Verocai e Binário já lançaram trabalhos com ele. Entre os lançamentos mais recentes está Sem Fronteiras (2026), de Bruno Berle.

Jazzybelle Records

Fundado por Olivier Rosset e Alexander Wise em 2024, é o selo “caçula” desta lista. Como o nome da empresa entrega, a ideia central é o foco em músicas que bebam das raízes do jazz, ou aquelas que seguem dando passos nessa direção nos dias atuais.

A empresa é responsável pela produção de mídia física e distribuição digital das canções, além de atuar  na gestão de carreira. Entre os nomes brasileiros que figuram no catálogo, estão álbuns de artistas como Carlos Dafé, Novos Baianos, Tulipa Ruiz e Céu, além do elogiado disco de estreia de Alberto Continentino.

Light in the Attic

Fundada por Matt Sullivan após uma temporada em Madri, a Light in the Attic (LITA) foi fundada para lançar reedições de qualidade de grandes artistas.

Apesar de não ter um foco tão grande em música brasileira, a LITA já lançou trabalhos de lendas da música brasileira, como Erasmo Carlos, João Gilberto e Marcos Valle, além de coletâneas como Candomblé: Sacred Rhythms in Brazil (2026), sendo responsável pela distribuição deste ultimo.

Mr Bongo

Fundada em 1989 por David Buttle, a Mr Bongo nasceu em Londres como uma loja de discos. À época, a primeira a vender discos de gravadoras de hip hop independentes fora dos Estados Unidos, além de se tornar também um polo de música brasileira e latina, de modo geral. 

No catálogo do selo, constam grandes nomes da música brasileira, como Jorge Ben, Joyce, Seu Jorge, Arthur Verocai e Marcos Valle, por exemplo. Atualmente, o selo funciona também como editora e produtora de filmes.

Por:

Pedro Figueiredo

Fotos: Reprodução/Instagram

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