catch a fire

Isqueiro, língua e mais: as capas de discos mais criativas dos anos 1970


Por:

Pedro Figueiredo

Fotos: Reprodução

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Quando pensamos em discos de vinil, logo associamos àquela capa quadrada. E apesar da praticidade do formato, precisamos admitir que ele limita as possibilidades.

De tempos em tempos, no entanto, surgem projetos que fogem dessa regra e surpreendem pela criatividade dos designers, que levam o conceito do disco para além dos fonogramas gravados nos sulcos dos discos.

Os anos 1970 parecem ter sido um terreno fértil para o surgimento de projetos como esses: desde o zíper de verdade na capa de Sticky Fingers (1971), dos Rolling Stones até a possibilidade de mexer nos olhos e boca do rosto estampado na capa de Ooh La Lah (1973), do The Faces.

Pensando nisso, listamos cinco capas que não economizaram na criatividade nesse período. Leia abaixo:

Cheech & Chong - Sleeping Beauty (1976)

O quinto álbum dos comediantes Cheech & Chong faz referência ao secobarbital, um barbitúrico de efeito sedativo usado no tratamento de insônia, conhecido como red devil, por isso, tem formato de pílula. Quando aberto, ele mostra a cápsula sobre uma língua. A capa tem direção criativa de Ed Caraeff e Tom Nikosey, com ilustração assinada por Zox

Family - Bandstand (1972)

A capa da banda de rock britânica mostra uma TV típica dos anos 1950 que, quando aberta, simula a tela do aparelho, com uma foto do grupo em preto e branco, além dos componentes de um televisor. A ideia remete às antigas apresentações feitas ao vivo por bandas em programas de televisão.

Traffic - The Low Spark of High Heeled Boys (1971)

Recortada como um paralelogramo, essa capa possui um efeito óptico tridimensional. O projeto foi eleito pela revista Rolling Stone como uma das maiores capas de todos os tempos e a arte de Tony Wright faz parte da coleção permanente do MoMA (Museum of Modern Art) em Nova Iorque.

Pescado Rabioso - Artaud (1973)

Essa capa assimétrica foi criada pelo integrante da banda argentina Luis Alberto Spinetta em parceria com Juan Gatti. O artista questionava a obrigatoriedade das capas serem quadradas e resolveu subverter isso: o nome do álbum é uma homenagem ao poeta francês Antonin Artaud e o formato inusitado da capa é uma alusão a aspectos de sua obra, que abordava temas como caos e loucura.

The Wailers - Catch a Fire (1973)

Nada mais sugestivo do que dar a um álbum com esse nome uma capa em formato de isqueiro, não? Essa tiragem da Island Records, que contou com cerca de 20 mil cópias, foi desenhada pelos artistas gráficos Rod Dyer e Bob Weiner no formato de um isqueiro Zippo que, ao ser aberto, exibia uma chama. O alto custo da produção, no entanto, fez com que as tiragens seguintes fossem feitas com fotos de Bob Marley, líder da banda.

Por:

Pedro Figueiredo

Fotos: Reprodução

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