Harry Styles prova que é o ídolo de uma geração no show em São Paulo


Por:

Pedro Figueiredo

Fotos: Anthony Pham;Johnny Dufort/Divulgação

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O final de semana em São Paulo teve como trilha sonora as canções de Harry Styles. O cantor está em São Paulo, onde apresenta quatro shows da turnê Together Together (17, 18, 21 e 24/7), dedicada majoritariamente ao disco mais recente do artista: Kiss All the Time. Disco, Occasionally. (2026).

Antes do grande nome da noite assumir o palco, o duo nova-iorquino Fcukers ficou responsável pelo show de abertura. Com uma sonoridade eletrônica que também bebe do indie, a dupla formada pela vocalista Shanny Wise e pelo tecladista Jackson Wilker Lewis lançou o primeiro álbum da carreira, Ö (2026), no início do ano. 

A apresentação do duo ganhou uma camada a mais com os incessantes leques da plateia, que de tempos em tempos apareciam para complementar o que ouvíamos no palco até o final da noite.

Teve até "Evidências"

Após a dupla sair do palco, foi a vez do DJ botar clássicos da música brasileira como “Evidências”, de Chitãozinho & Xororó e “Não Quero Dinheiro (Só Quero Amar)”, de Tim Maia. Enquanto isso, algumas ativações no palco ajudavam a manter aquecidos os fãs que aguardavam por Harry.

A primeira foi a “Respeita sua mãe”, que mostrava mães e filhas na plateia, em referência ao verso “Respect, respect your mother”, da faixa “Dance No More”. Durante esse momento, fãs foram à loucura quando apareceu no telão um raro boneco de Harry Styles, lançado na época em que ele ainda era do One Direction. O frisson seguiu com a “Together, Together”, que seguia a mesma lógica. Mas já era hora do astro da noite subir ao palco.

15 minutos depois do horário previsto, as luzes do palco se apagaram. Assim, no escuro, a versão de Elvis Presley para a canção de Simon & Garfunkel “Bridge Over Troubled Water” ecoa pelo estádio. Ao final, os dois telões posicionados nas laterais reproduzem um vídeo psicodélico com a pegada da estética do último lançamento de Harry, anunciando que o espetáculo começou.

Em um dos primeiros vislumbres da banda, a bateria inconfundível de Sarah Jones — uma das estrelas da noite — entrega que a canção “Are You Listening Yet?”, do disco de trabalho, abre o show. Em seguida,  Harry aparece no palco com um traje azul, camisa marrom e, claro, uma gravata. O acessório podia ser visto aos montes na plateia, tornando-se a marca fashion registrada da turnê.

Ao fim da canção, com sua guitarra em mãos, Harry exclama “uno, dos, três” e dá início a um bloco dedicado a três sucessos do álbum Fine Line (2019). A primeira é “Golden”, que termina com gritos de “Harry, eu te amo” da plateia.

“O plano hoje é nos divertimos tanto quanto pudermos,” diz o artista que inicia um exercício de respiração guiada com os fãs, que apesar de aderirem à ideia, não deixavam de gritar em todas as oportunidades. “Vocês não podem inalar se estiverem gritando, é cientificamente impossível”, brinca o artista, que em uma nova tentativa, recebe outra onda de gritos que retiram uma gargalhada dele. “Vai ser uma noite daquelas, vamos lá: ‘Adore You'”.

O hit “Watermelon Sugar” foi cantado em seguida, com interpretações de “Kiwi”. Pra deixar o cardápio completo, “Music for a Sushi Restaurant” , assim como “Watermelon Sugar”, recebeu arranjos especiais.

Ao fim do bloco, em um dos momentos mais emotivos do show, a banda ganha reforços de uma seção de cordas, que elevam o nível de “Coming Up Roses” e “Fine Line”, do álbum auto-intitulado de 2019. Enquanto a primeira ecoava do palco, um pedido de casamento aconteceu na pista, deixando o momento ainda mais emocionante.

Interação com os fãs

O segundo ato do show começa com uma versão instrumental de “Italian Girls”, que o artista nunca lançou oficialmente, seguida por “American Girls”. Ao fim, Harry se vira para uma fã ao ler um cartaz anunciando que ela está grávida e aquele era o primeiro show da filha, já declarada fã do artista. “Deixe ela fazer as próprias escolhas”, brinca o artista, que pega o leque de outra fã emprestado neste momento, tentando reproduzir os movimentos que as pessoas faziam.

A apresentação de “Keep Driving” abre espaço para um dos momentos mais legais da noite. A canção acaba repentinamente com as luzes do palco se apagando. Em seguida, Harry, a banda e os dançarinos se posicionam no meio da passarela central, onde fazem performances dançantes de “Ready, Steady, Go!” e “Dance No More”.

Em “Pop”, Harry ataca de DJ e, em seguida, lasers ritmados acompanham as batidas de “Season 2  Wight Loss”. Antes de apresentar “Carla’s Song”, o cantor declara que é um privilégio fazer parte da vida das pessoas através da música. A canção ganha elementos de “Satellite” e, após esse momento, o artista apresenta “Apperture” e sai do palco.

Com ele ainda fora da vista dos fãs, a orquestra protagoniza um momento nostálgico, tocando trechos de “Night Changes” e “History”, do One Direction. Ao voltar para o palco, o cantor faz a performance da balada “Waiting Game”, a música-surpresa da noite.

“Tem algumas pessoas a quem eu gostaria de agradecer, depois vamos cantar mais um pouco e vocês estarão livres para ir”, diz Harry Styles, que recebe um “não” da plateia. “Sim!”, responde ele, aos risos. O músico, então, agradece o balé, a banda, a orquestra, os trabalhadores que colocam o espetáculo em pé e, principalmente, os fãs.

Em seguida, Harry apresenta “Sign Of The Times”, primeiro single do álbum de estreia. A faixa soa como um dueto entre o artista e os fãs, que cantam a canção a plenos pulmões. O britânico, então, fecha o espetáculo com o hit dançante “As It Was”, maior sucesso da carreira até o momento, com direito à corrida pelas passarelas do palco com a bandeira do Brasil e, claro, o grito enlouquecido dos fãs. “Obrigado”, diz Harry Styles com o olhar satisfeito de quem também saiu preenchido pelo espetáculo que acontecia na plateia.

Por:

Pedro Figueiredo

Fotos: Anthony Pham;Johnny Dufort/Divulgação

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