Um Ramone e um Pistols lado a lado, em papo com a NOIZE


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| Por Rafael Carvalho | NOIZE presenciou um encontro histórico na noite de terça, 31. Marky Ramone, ex-baterista dos Ramones, e Glen Matlock, ex-baixista dos Sex Pistols, marcaram presença no Estúdio Evoke, em São Paulo, onde o primeiro lançava um óculos assinado por ele para a marca (saiba mais aqui). Conversamos com os dois, e o papo, você lê abaixo. MARKY RAMONE Qual sua relação com a moda? Óculos escuros chegam a ser objetos de coleção para você? Não são um colecionismo necessariamente e vão um pouco além de estilo. Chega a ser uma necessidade. Agora mesmo, está noite, mas eu uso mesmo assim por causa desse monte de luz que a gente tem que lidar, né? Ainda mais nesses eventos, que a gente tem que tirar muita foto. Como você vê o punk transformado em moda? Moda e música andam juntas mesmo, é uma coisa natural. Acho legal, por mais que a pessoa não faça ideia da história do movimento punk, acaba sendo influenciada por ele. Quer dizer que a gente conseguiu conversar com bastante gente, né? Sua relação com o Brasil é de longa data. Cmo foi gravar com bandas nacionais (Raimundos e Tequila Baby)? Acho que foi o mínimo que eu pude fazer para agradar meus fãs daqui. As bandas também adoravam os Ramones, e foi uma maneira que vi de agradecer ao carinho de tanto tempo. Sempre tive ótimos momentos por aqui, já estive aqui à toa, para passear, adoro São Paulo. O que você acompanha musicalmente? Eu não acompanho muita coisa. Essa avalanche de bandas novas, muitas são boas de verdade, e fico sabendo delas somente quando chegam ao auge. Fora isso, ouço o que eu sempre ouvi, muito rock e jazz. Poucas bandas de rock são realmente famosas fora do circuito, como você vê o domínio do pop no mainstream? Eu acho que sempre vivemos fases. Eu adoro pop music. O pop tem esse poder de conversar com todo mundo, independente de credo ou religião. O rock fere muita gente para falar com outros tantos. Pode ser por isso. Após a conversa, Marky nos chamou para tomar um drink no mezanino. Foi lá que encontramos Glen Matlock, com quem trocamos algumas palavras. GLEN MATLOCK Você fez DJ set no sábado e ficou por aqui... (Matlock tocou no Beco 203) É, fiquei porque soube que ia rolar esta história aqui com o Marky e o Michale (Gravis, do Misfits, que também tocou no evento). Daí, fui ficando e estou adorando. E não é sua primeira vez aqui, né? Não, eu vim com o Sex Pistols uma vez, depois vim em 90 e poucos e estou aqui de novo. Adoro aqui! O Brasil não é famoso pelo seu rock'n'roll. Qual a sua relação com os fãs daqui? Não é famoso mesmo, aliás eu adoro samba! Acho de uma energia admirável as pessoas sambarem durante dias a fio. É uma atitude super rock'n'roll, mas eu acho que aqui, as pessoas que gostam da nossa música gostam para valer. As pessoas são muito abertas a novos sons, e o punk rock tem seus apoioadores. Todo mundo aqui é muito entusiasta, colocam você lá em cima. É uma experiência que toda banda tem que ter, de se apresentar no seu país.
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