
No próximo sábado (6/6) das 12h às 18h, a praça da Pina Contemporânea, em São Paulo, será transformada em um grande terreiro de celebração da cultura popular brasileira. A Pinacoteca realiza a terceira edição da Pina Junina. O evento é totalmente gratuito e aberto ao público, promovendo um ponto de encontro geracional embalado por ritmos que vão do baião, samba de coco e ciranda até baianás e o clássico forró.
Além da forte programação musical, a festa contará com brincadeiras tradicionais, oficinas artísticas abertas e uma praça de alimentação capitaneada por iniciativas sociais e gastronômicas como a Cozinha Ocupação 9 de Julho (MSTC), o Pão do Povo da Rua e o restaurante Fitó.
A iniciativa faz parte de um movimento contemporâneo de abertura dos museus em direção à cidade. Segundo Clarissa Ximenes, curadora da Pinacoteca de São Paulo, o projeto conecta o museu à comunidade. “Quando realizamos uma festa como essa na praça da Pina Contemporânea, estamos criando plataformas de aproximação, encontro e intimidade com diferentes públicos, entendendo o museu não como um espaço isolado, mas conectado ao seu entorno e às transformações do presente”, destaca a curadora.
A programação musical reflete com precisão essa proposta de diálogo entre o patrimônio histórico e a experimentação urbana, trazendo nomes que movimentam o cenário independente brasileiro com propostas estéticas bem definidas.
A abertura dos festejos fica por conta do Coletivo Forró do Bom. Criado pelos artistas-educadores Ellen Trizi e Felipe Trizi, o projeto desenvolve, desde 2022, aulas públicas e históricas no Vale do Anhangabaú. O coletivo utiliza a dança em praça pública como ferramenta política de ocupação urbana, resgatando a essência do forró pé-de-serra e promovendo a inclusão social através do movimento dos corpos.
Em seguida, o Balé Popular Cordão da Terra apresenta o espetáculo "Baile do Meio". Reconhecido por suas pesquisas cênicas e rítmicas sobre as festas de terreiro do país, o grupo constrói uma performance autoral profundamente inspirada na atmosfera dos folguedos e bailes populares brasileiros. No palco, a força das tradições estéticas do Nordeste ganha vida através de figurinos marcantes e coreografias que cruzam o samba de coco, a ciranda e os baianás, convidando o público a quebrar a barreira entre espectador e participante.
O encerramento do evento aposta no hibridismo sonoro cortante de FurmigaDub e Seu Bando. Idealizado pelo produtor musical e DJ paraibano Fabiano Formiga, o projeto é uma das principais referências nacionais no encontro entre a ancestralidade do Nordeste e a cultura do sound system.
Com uma discografia que explora as texturas do grave, o produtor conecta manifestações tradicionais como o caboclinho, o maracatu rural, o coco de roda e o baião à linguagem da música eletrônica periférica (como o rasteirinho e o global bass). Na apresentação da Pina Junina, o bando promete amarrar as texturas dos pífanos e das violas à vanguarda das pistas de dança contemporâneas.
A agenda do dia conta ainda com brincadeiras conduzidas pelo artista-educador Germain Tabor e a atividade de experimentação artística "Experimenta!", proposta pelo setor educativo do próprio museu.
Pina Junina 2026
6 de junho (sábado), das 12h às 18h
Praça da Pina Contemporânea
Endereço: Avenida Tiradentes, 273 - Luz, São Paulo (SP)
Entrada Gratuita
Classificação Livre




