
O clima esquentou na ilha de Marajó nos dias 17 e 18 de julho. O reduto amazônico recebeu a primeira edição do Festival Psica no Verão Amazônico. O "filhote" de um dos maiores festivais do Pará já nasceu grande: atraiu 15 mil pessoas para a Vila de Joanes, que aproveitaram shows de artistas marajoaras, como Mestre Zezinho Viana, ao lado de grandes nomes da cena nacional, como Duda Beat, Mombojó e Tribo de Jah.
Enquanto Mestre Zezinho emocionou o público ao entoar o carimbó "Invernada Marajoara", de sua autoria, ao lado do grupo Balanço de Maré, Duda Beat mandou seus maiores hits no palco montado numa lotada praia de Joanes. O Mombojó, por sua vez, voltou a se apresentar no Pará depois de mais de 15 anos, com o repertório de Solar (2026), primeiro disco de inéditas da banda em seis anos. No fim do show, o vocalista Felipe S ainda foi pra galera.
O Psica no Verão Amazônico também contou com a DJ Cleide Roots e com Layse & Lambada da Serpente, que botou todo mundo pra dançar numa releitura da lambada atravessada pela guitarrada amazônica. No segundo dia, Keila e a DJ Pedrita revisitaram o repertório da Gang do Eletro.
A estrutura do festival também fortalecia a cultura da praia de Joanes — o palco e a entrada foram criados por artistas marajoaras do coletivo Caroço a partir de madeiras de embarcações recolhidas nas praias do Marajó. Além da programação gratuita, o festival movimentou cerca de R$ 3 milhões na economia local, gerando 120 empregos diretos e 300 indiretos.

Para os idealizadores, os irmãos Jeft Dias e Gerson Dias, o Psica no Marajó é um sonho antigo, que nasceu antes mesmo do Psica tomar forma. "Desde que a gente vinha pra Marajó, criancinha, a gente já imaginava que aqui poderia ter um grande evento", conta Jeft. Segundo eles, a escolha do território foi um movimento deliberado na contramão do eixo Rio–São Paulo, um retorno às raízes que sustentam a identidade do Psica.
O festival Psica acontece entre 11 e 13 de dezembro em Belém. Saiba mais aqui.




