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Electroclash: do CSS a Slayyyter, entenda o revival do estilo que está de volta às pistas


Por:

Pedro Figueiredo

Fotos: Ariel Martini

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Se o som das niteroienses do Vera Fischer Era Clubber soa familiar para você, provavelmente, ele te remete ao electroclash. A banda, que lançou em setembro o segundo disco da carreira, Veras II, é uma forte representante do retorno desse estilo musical — além de brincar com outras sonoridades como o pós-punk — que viveu seu auge nos anos 2000.

O estilo musical parece estar mesmo com tudo, já que, neste outubro, a Pitchfork fez uma matéria relembrando clássicos do electroclash, incluindo um representante brasileiro, o Cansei de Ser Sexy (CSS). Seria um sinal do retorno do movimento?

Um pouco de história

Nos anos 2000 um estilo musical que bebia da fonte da new wave e do synth-pop, misturando a isso letras irônicas e bem-humoradas e sonoridade eletrônica, surgia. Era o electroclash. Entre os representantes desse movimento, estavam artistas como I-F, Ladytron, Peaches, Fischerspooner, Miss Kittin  e The Hacker, por exemplo.

No Brasil, a icônica CSS foi possivelmente a maior representante do estilo musical durante seus anos de atividade, conquistando, inclusive, um lugar de destaque em line-ups e casas de show mundo afora. 

Outro destaque é o duo Noporn, que estreou em 2006 com um álbum homônimo. 

Os maiores hits

O ranking da Pitchfork elencou as 37 melhores músicas de electroclash de todos os tempos. Entre os primeiros colocados, na opinião da publicação, estão músicas de nomes como Peaches (“Fuck the Pain Away”), Fischerspooner (“Emerge (Junkie XL Remix)” e a colaboração entre Miss Kittin  e The Hacker, “Frank Sinatra”.

O Cansei de Ser Sexy também emplacou uma canção na lista: “Music is My Hot, Hot Sex”, do álbum Cansei de Ser Sexy (2005) conquistou a 12ª posição no ranking.

Uma nova onda

Apesar de ser difícil limitar artistas como novos representantes do electroclash, é possível perceber que as raízes plantadas nos anos 2000 renderam (ótimos) frutos. Além das Veras, a produtora americana Underscores é uma das artistas que bebe dessa fonte em seu trabalho.

A DJ australiana Ninajirachi — que se apresentará no Lollapalooza Brasil no ano que vem — flertam com o electroclash em seus projetos, como o álbum mais recente I Love My Computer (2025), que parece uma viagem de volta aos anos 2000.

A sensação do pop Slayyyter, que também se apresentou por aqui recentemente, também brinca com elementos do estilo em sua canções, assim como os duos Fcukers e Snow Strippers. É difícil prever uma retomada massiva do estilo, mas que ele ainda será fonte de inspiração de uma geração, isso nós podemos esperar.

Por:

Pedro Figueiredo

Fotos: Ariel Martini

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