
Uma das maiores bandas de todos os tempos, os Rolling Stones lançaram neste mês o 25º álbum de estúdio, Foreign Tongues. O projeto chega apenas três anos depois do lançamento de Hackney Diamonds (2023) e se torna o segundo lançamento do grupo nesta década.
Ao longo de 14 faixas, a banda — formada em 1962 e atualmente formada por Mick Jagger, Keith Richards e Ronnie Wood — passeia pelo rock, fazendo acenos a gêneros musicais como o blues e o R&B, com direito a cover de outro nome marcante da música britânica: Amy Winehouse.
Para chegar a este resultado, a lendária banda de rock and roll contou com uma banda de apoio formada por Darryl Jones, Matt Clifford e Steve Jordan, que ficaram responsáveis pelo baixo, teclado e bateria, respectivamente.
Outro nome importante para Foreign Tongues é o do produtor Andrew Watt, que retoma a parceria com os Stones após terem trabalhado em conjunto no antecessor do disco de 2023.
Para celebrar o lançamento, separamos alguns fatos sobre o novo disco dos Rolling Stones:
Megazord do Rock
Ao olhar para a capa de Foreign Tongues, conseguimos reconhecer algumas características de rostos familiares. O personagem retratado ali é uma fusão de Jagger, Richards e Wood, pintado pelo artista norte-americano Nathaniel Mary Quinn a partir de uma colagem de pinturas dos três músicos.
O projeto gráfico da capa foi assinado pelo diretor de arte inglês Mat Maitland em parceria com o designer português Bráulio Amado.
Back to covers
As primeiras notas da nona faixa denunciam uma canção já conhecida. O baixo inconfundível, somado a uma gaita que faz as vezes do refrão, abre as portas para uma versão do clássico “You Know I’m No Good”, lançado originalmente por Amy Winehouse em Back To Black (2006), último álbum de estúdio da artista.
Keith Richards declarou em entrevista à Billboard admiração pela cantora e disse que a escolha de regravar uma canção era coerente com a história da banda. “Não sei ao certo quem teve a ideia, se foi o Mick ou o Andrew, mas a gente disse: 'Bom, começamos como uma banda de covers, então, se tivesse uma música para regravar agora, qual seria?' E a Amy ficou em primeiro lugar."
No começo da carreira, os Stones gravaram canções de artistas como Chuck Berry e Muddy Waters, que influenciaram, inclusive, o nome da banda a partir da canção "Rollin’ Stone".
Dobradinha com Andrew Watt
Assim como em Hackney Diamonds (2023), os Stones repetem a parceria com Andrew Watt, novamente responsável pela produção. O ganhador do Grammy vem ganhando espaço na indústria e já colaborou com outros grandes nomes do pop, como Miley Cyrus e Lady Gaga. No rock, ele acumula parcerias com artistas como Ozzy Osbourne, Pearl Jam e Iggy Pop.
Acostumado a trabalhar com lendas, o músico de 35 anos também colaborou com a rainha do pop, Madonna, no aclamado Confessions II (2026).
Feats (mais que) especiais
Como se um disco dos Stones já não fosse especial por si só, Foreign Tongues fica ainda mais estrelado pelas colaborações com nomes como Paul McCartney (que toca baixo na faixa "Covered In You"), Robert Smith, do The Cure (guitarra em "Divine Intervention" e sintetizadores em "Never Wanna Lose You"), Steve Winwood (órgão e piano em "Divine Intervention" e "Jealous Lover") e Chad Smith, do Red Hot Chili Peppers (percussão em "Beautiful Delilah").
Durante as sessões de gravação de Hackney Diamonds (2023) sob a produção de Andrew Watt, os Stones viveram um período de criação intenso e registraram cerca de 30 canções — quase o dobro do que entrou no produto final. Mick Jagger e Keith Richards revelaram que optaram por guardar boa parte desse material já adiantado para evitar um disco duplo. Foi exatamente esse acervo de faixas inéditas e sobras de estúdio (como as gravadas em parceria com Paul McCartney) que serviu de base direta para o novo trabalho. Mick Jagger falou sobre isso em entrevista à NME:
“Esse é o tema de todo o álbum, o desafio de elevar o nível. Sempre fomos ambiciosos. Fizemos uma sessão com o Paul McCartney no último álbum, e esta é uma faixa dessas sessões” .
Alô, galera de cowboy!
Se, por um lado, os roqueiros se permitem experimentar o blues e o R&B em seu disco mais recente, também há espaço para o country. A faixa “Ringing Hollow” bebe da fonte do gênero musical, com direito, inclusive, ao uso do banjo.
Mick Jagger declarou que a afeição pela música country é nutrida por ele e Keith Richards desde a juventude. “A gente ouvia bastante, sempre gostamos de Hank Williams. Não dá para imitar essas pessoas, mas absorvemos esse estilo. ‘Ringing Hollow’, que é uma canção de amor à América, eu não queria expressá-la de uma forma rock. Achei que seria melhor fazermos isso de uma forma country.”











