Rapidinha com Criolo


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Revista NOIZE

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Foto: Robert Astley Sparke Independência é liberdade, mas também muito trabalho. Na semana passada, Criolo lançou o curta super produzido "Duas de Cinco + Cóccix-ência", que foi possível graças à dedicação do elenco de apoio, formado por amigos do cantor e moradores do bairro, e ao suporte da comunidade do Grajaú e da equipe de produção. Nos versos, Criolo critica a realidade brasileira e aqueles que teimam em fechar os olhos para ela. No palco, ele é o messias que indica um dos caminhos possíveis para um país melhor. E assim, ele conquistou seu público leal que o acompanha nos shows cantando todas as letras. Nós trocamos algumas ideias com Criolo sobre sua carreira independente e com quem nós devemos nos preocupar realmente: a mente humana. A rapidinha que tivemos com ele você confere logo abaixo do curta "Duas de Cinco + Cóccix-ência". Você é um dos maiores rappers do nosso país, e conseguiu alcançar isso sem nenhuma gravadora por trás. Mesmo assim, uma carreira independente é difícil, ainda mais no rap. Quais são os obstáculos que você ainda encontra? Acho que nosso maior obstáculo é manter uma excelência não só no processo criativo, mas na estrutura toda. Hoje tenho o privilégio de trabalhar com uma equipe de quase 20 pessoas e isso é maravilhoso, mas temos que nos virar em 1000 pra conseguir manter essa estrutura. Todos têm contas a pagar, família que dependem do suor de seus trabalhos. Resumindo, ainda há muito a ser conquistado. Existem muitas dificuldades, mas vamos nos adaptando aos limites entre o ideal e o real. E quais liberdades que a sua carreira independente te proporciona que você valoriza? Ser eu mesmo naquilo que me proponho a construir. Qual o sentimento de ter admiradores do seu trabalho como Caetano Veloso, Chico Buarque entre outros grandes nomes da MPB? Não sei responder, é difícil de compreender até hoje. Mas posso dizer que é uma honra imensa que minha música tenha tocado esses caras de alguma maneira. Você acha que está construindo uma história como a deles, de conseguir despertar, principalmente em seus shows, um sentimento no povo que o inspira a lutar por mudanças? Acho que ainda vivo um momento de compreender tudo o que me cerca. A construção é diária. No curta "Duas de Cinco + Cóccix-ência”, você mostra a tecnologia tomando conta da vida das pessoas. De certa forma, você tem medo da onde a tecnologia possa nos levar? Quem dá vida ao inanimado? Objetos são objetos. É a mente humana com o que devemos nos preocupar. A mente humana é o fator de libertação ou preocupação. Quais rappers que estão começando agora que você aconselharia aos nossos leitores? Todos. Todo mundo que tá começando merece espaço e respeito do ouvinte e da mídia.
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