
A Tiny Vinyl lançou, em julho, um toca-discos feito sob medida para os mini LPs de quatro polegadas que a empresa colocou no mercado no fim de 2025. Batizado de Tiny Vinyl Player, o aparelho é pouco maior que uma caixa de sapatos, traz alto-falantes embutidos e conexão Bluetooth — para quem preferir mandar o som a uma caixa externa — e já está à venda na Target por US$ 50 (cerca de R$ 250). O lançamento no Reino Unido está previsto para o segundo semestre.
Quando conversamos com Neil Kohler, cofundador da empresa ao lado de Jesse Mann, ele descrevia o projeto como um item para colecionadores e superfãs: "A ideia é funcionar como um material extra para os fãs, quase como um card colecionável, mas que também toca música." A aposta deu certo mais rápido do que se imaginava. Em pouco mais de um ano de vendas, a marca ultrapassou 1 milhão de unidades prensadas, entrou para a lista de empresas mais inovadoras da Fast Company e emplacou um catálogo que vai de BTS e Chappell Roan a Frank Sinatra e Rolling Stones, com gravadoras do porte da Universal aderindo ao formato.
Foi esse crescimento que empurrou a dupla para produzir um toca-discos próprio. Segundo reportagem da britânica What Hi-Fi?, o aparelho não estava no plano original: a pressão veio dos próprios fãs e da Target, maior varejista parceira da empresa, que passaram a pedir um toca-discos dedicado.

Sediados em Nashville, Mann e Kohler recorreram à vizinhança da indústria musical e fizeram uma parceria com a Marshall. Cápsula e agulha são comuns a qualquer toca-discos, mas o braço, prato e painel de controle precisaram ser desenvolvidos do zero, assim como a calibragem da rotação, o que eles revelaram ter sido um “desafio de engenharia” por se tratar de um aparelho desse tamanho.
A cápsula pequena da agulha já existia no mercado, mas o braço, prato e ferramenta de calibração precisaram ser construídos do zero para tocar vinis tão pequenos. Especialistas garantiram, porém, que o disquinho é plenamente capaz de rodar em um toca-discos normal. Mas isso não tira a graça para os colecionadores, que é justamente ter um toca-discos pequenininho para chamar de seu.
Aos fãs do vinil que desconfiam da qualidade de um formato tão pequeno, Kohler pondera: "não é algo em que você senta para ouvir The Dark Side of the Moon, sabe?". O raciocínio é coerente com o que a empresa vem defendendo desde o início: o Tiny funciona como porta de entrada para o vinil, alcançando quem se sente afastado pela complexidade ou pelo preço de uma vitrola tradicional, atraindo, é claro, também os super fãs de música pop, que representam uma fatia generosa no consumo atual de discos de vinil.
É a mesma lógica dos outros pilares do projeto: edições numeradas e limitadas e um discurso de sustentabilidade baseado no uso de cerca de um décimo do material de um LP de 12 polegadas.
O toca-discos chega acompanhado de dois lançamentos que reforçam o colecionismo: o Frame, moldura para pendurar os discos na parede, e o Crate, caixa de armazenamento sobre a qual o Player se encaixa. Para 2027, a empresa promete versões personalizadas do aparelho com identidade visual de artistas.





