
Ela está de volta! Depois de abalar as pistas com Brat (2024), a cantora e compositora britânica Charli XCX lançou em 2026 Music, Fashion, Film (2026), oitavo álbum da carreira, no qual aposta numa sonoridade que flerta com o rock — com direito a faixa inicial do projeto chamada “Rock Music”.
Apesar disso, o disco não se trata de uma obra de rock and roll pura. Charli ainda bebe muito da fonte da música eletrônica, como podemos perceber, inclusive, na faixa citada anteriormente, que conta com os vocais manipulados e retoques eletrônicos. A artista chegou a declarar no Instagram que nunca disse que estava fazendo um álbum do gênero, apesar de a imprensa ter ventilado que ela faria um disco de rock.
O que fica claro é que a artista não tentou repetir a fórmula de Brat e apostou em explorar novos elementos, como é o caso do instrumento de cordas, que não é uma constante em suas canções.
Mantendo a honestidade em suas letras, Charli aborda temas como a pressão para celebridades se posicionarem. “Eu acho que meu discurso político poderia funcionar como uma estratégia de imprensa / E minha herança poderia me dar um belo diferencial / Não posso esconder o fato de que eu prefiro pegar o caminho fácil”, canta a estrela em “SS26”.
Confira abaixo outros fatos sobre o novo álbum de Charli XCX.
Encontro de ícones
Para referenciar música, moda e filme, Charli apostou numa capa com um expoente de cada uma dessas áreas e trouxe John Cale, vocalista do Velvet Underground, o estilista Marc Jacobs e o cineasta Martin Scorsese em uma foto tirada pelo jovem fotógrafo e cineasta escocês Aidan Zamiri, com quem ela tem colaborado em videoclipes como o de "Camera" e no recente filme The Moment (2026).
"Eu pensei: 'Nossa, essas três pessoas significam muito para mim pessoalmente como artista'. E eu não conseguia acreditar que elas estavam todas juntas, sabe?", disse Charli em entrevista à BBC sobre conseguir juntar os ídolos para a foto.
Simplesmente, David Cronenberg
Outro grande nome que figura nos créditos é o do cineasta e roteirista canadense David Cronenberg, responsável por filmes como A Mosca (1986) e Crash: Estranhos Prazeres (1996). Ela encerra o álbum na faixa “No One Lasts Forever” com o remix de uma fala do diretor.
O trecho que ouvimos dele vem de uma conversa de uma hora que a cantora teve com o cineasta no ano passado. Em entrevista à rádio Triple J, da Austrália, a artista comentou a participação do ícone do cinema: "O mais louco é que ele realmente cantou em sintonia com a música, sem nunca tê-la ouvido."
Sintonia pura
Por falar nisso, não tem nada como a sintonia de um bom time e Charli sabe muito bem disso. Em Music, Fashion, Film, ela trouxe consigo colaboradores de longa data. A. G. Cook e Finn Keane (também conhecido como easyFun) ficaram responsáveis pela produção do álbum.
Encontro de divas
Os versos “Acho que a pista de dança está morta, então agora estamos fazendo rock”, da canção “Rock Music” causaram um certo frisson. Durante uma participação no programa de internet Interior Motives, de Ben Mora, Courtney Love e a atriz Ivy Wolk falaram sobre a canção. Courtney disse que aquela era " a melhor música que já ouviu" e ainda torceu por uma guinada da britânica para o rock: "Charli é uma troll do c***lho, tipo, pare de fingir. Toca um rock de verdade, pelo amor de Deus!"
A rainha do pop, por outro lado, parece não ter gostado da afirmação sobre a morte da pista de dança. Madonna legendou uma foto com a frase "Se a sua pista de dança está morta, talvez você esteja tocando a música errada," que levou fãs a especularem sobre uma indireta para Charli. As duas, no entanto, até fumaram um cigarrinho juntas num desfile de moda recentemente, sem qualquer sinal de desentendimento.
Show com banda
As eletrizantes apresentações de Brat causaram danos físicos à artista. Durante a participação no Pop Pod, ela declarou que os intensos movimentos que ela faziam no palco causaram danos nos nervos do pescoço dela.
"Quando penso em fazer uma turnê com este disco, acho que provavelmente deveria adotar uma abordagem diferente", relatou a cantora, que em uma recente apresentação secreta em Londres, subiu ao palco com uma banda de três músicos e sem repetir os movimentos frenéticos que fazia antes.










