
Pedro Mizutani faz parte de uma geração de artistas que não se prende a um único gênero musical. Aos 25 anos, o cantor e compositor carioca apresenta essa diversidade de referências em NOVA BOSSA: aquele abraço aos ratos vivos, seu álbum de estreia. Lançado em maio deste ano, o trabalho agora chega ao NRC+ em uma edição especial em vinil. O kit já está em pré-venda e inclui um LP azul opaco, encarte e zine com fotos, com desconto especial para assinantes do clube.
Com 11 faixas, o trabalho reúne influências da MPB, do indie rock e do pop, além de referências a artistas como Brockhampton e Frank Ocean. A produção musical, assinada por Pedro Mizutani, Guilherme Lírio e Paulo Emmery, combina violões, guitarras e sintetizadores em arranjos que vão de momentos intimistas a experimentações sonoras.
“Queria fazer algo novo, usar sintetizadores, explorar texturas digitais e fazer uma mixagem com mais “sujeira”, mais noise, e trabalhar o espaço dos sons de uma maneira mais experimental”, explica o artista.
A relação de Pedro com a música, no entanto, começou bem antes desse álbum. O cantor deu seus primeiros passos compartilhando covers e composições autorais nas redes sociais, chamou a atenção do selo francês Nice Guys Records e lançou dois EPs em parceria com o produtor britânico Skinshape. Pelo caminho, foi mencionado pelo músico Bad Bunny nas redes sociais, o que ajudou a levar seu nome a um público ainda maior. De lá para cá, acumulou apresentações pelo país, turnês pela Europa e shows esgotados em Portugal.
Em NOVA BOSSA: aquele abraço aos ratos vivos, o músico reúne canções compostas entre 2019 e 2025, abordando temas como amor, solidão, amadurecimento, conflitos pessoais e a busca por pertencimento. “O álbum reúne composições de diferentes momentos da minha vida. Acho que existe uma linguagem naturalmente pop no que faço, mas essas músicas são muito viscerais. Fazer música sempre foi uma forma espontânea de expressão para mim.”
Mas, afinal, quem são os tais “ratos vivos” que ele cita no título do álbum? A expressão criada por Pedro faz referência a quem se sente deslocado, mas segue em busca de seu lugar no mundo.
“O rato vivo surgiu como um símbolo de resistência. Conforme fui crescendo, comecei a entender que minhas dores e experiências não eram apenas individuais. Percebi que esse símbolo poderia representar algo muito maior do que a minha própria história.”
É a essas pessoas que Pedro dedica seu álbum de estreia. “Queria que esse álbum fosse uma espécie de afago para essa galera, para os meus semelhantes. É quase um diário do meu crescimento, dedicado a eles”, reflete.
A chegada de NOVA BOSSA: aquele abraço aos ratos vivos em vinil também tem um significado especial para Pedro. Mais do que uma edição física, representa a realização de um desejo antigo do músico.
“Ter esse álbum saindo pelo NRC+, acompanhado de um zine e de um projeto gráfico mais completo, é algo que sempre quis. Tenho muito orgulho dessas músicas. Sinto que esse álbum representa um nascimento artístico para mim.”
TRACKLIST
“Intro”
“Escassez”
“Puer Aeternus (19)”
“Colchão”
“Queria Ter Nove”
“SIM!”
“Autent: Eterno Retorno”
“Presente”
“Dia Azul”
“Bird on the Net”
“Indo / Voltando”















