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De Bob Dylan a Led Zeppelin: 7 discos piratas que viraram objeto de desejo


Por:

Revista NOIZE

Fotos: Divulgação/Don Hunstein

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Em tempos quando não havia aparelhos celulares capazes de gravar tudo e espalhar pela internet na velocidade de um raio, os bootlegs registraram muitos eventos musicais que poderiam ter se perdido no tempo, ficando apenas na memória de quem viveu, ou testemunhou esses episódios.

Caso você não saiba o que significa o termo, bootleg é usado para denominar uma gravação não oficial de um artista ou banda. Ou seja, um registro de um show ou sessão de estúdio, por exemplo, feito e prensado de maneira independente, sem a autorização da pessoa retratada na gravação ou da gravadora.

O nome é uma referência ao período de proibição de álcool nos Estados Unidos, quando os contrabandistas levavam garrafas de bebidas contrabandeadas nas botas. Mas apesar do “contrabando” de música, os bootlegs não são considerados pirataria. Isso porque enquanto esses registros têm como objetivo registrar momentos que não seriam gravados com o objetivo de se tornar parte da discografia do artista, a pirataria consiste na fabricação de cópias de itens oficiais.

Vamos, então, à lista de LP bootlegs que adoraríamos ter em nossas coleções:

The Beach Boys - Smile (1990)

Ao longo da década de 1970, diversos selos especializados na produção e venda de bootlegs comercializaram o disco, que chegou a ser lançado oficialmente pela Capitol Records em 2011. No entanto, a versão mais valiosa é uma produzida pela Vigotone, que continha um conjunto triplo de discos.

Bob Dylan - In 1966 There Was… (1966)

Também conhecido como Live at the Royal Albert Hall, como foi lançado pela gravadora do músico posteriormente, em 1998, esse é um registro da primeira turnê de Dylan acompanhando pela banda The Hawks, que revolucionou a música com o uso de instrumentos elétricos.

Jimi Hendrix - Live at the Los Angeles Forum 4-25-70 (1970)

Esse foi um lançamento da Rubber Dubber, selo especializado no lançamento de bootlegs de propriedade de Scott Johnson. Apesar de não durar muito mais que dois anos, a empresa deixou algumas pérolas no mundo, como é o caso da icônica apresentação de Hendrix em uma das mais famosas arenas de Los Angeles.

Led Zeppelin - For Badgeholders Only (1979)

Há um fato que faz a existência dessa gravação uma raridade: o empresário do Led Zeppelin, Peter Grant era um opositor ferrenho de gravações não autorizadas e costumava confiscar o material dos responsáveis quando encontrava algo do tipo nas apresentações da banda. Essa é a mais famosa bootleg da banda e foi gravada no final da década de 1970, na icônica Los Angeles Forum.

Prince – The Black Album (1987)

Ao longo de sua vida brilhante, Prince lançou quase quatro dezenas de projetos, além de projetos póstumos. O Black Album, no entanto não chegou a ser lançado, quando o músico decidiu que não ia mais trabalhar nele. Após cópias promocionais que já estavam prontas serem vazadas, o sucesso do bootleg levou ao lançamento oficial na década de 1990.

The Rolling Stones - Live'r Than You'll Ever Be (1969)

Um lançamento da Trade Mark of Quality, selo responsável por colocar mais de 250 bootlegs no mundo. Para conseguir esse registro da turnê dos Stones, uma pessoa entrou em uma das apresentações com um gravador escondido em uma das apresentações da banda nos Estados Unidos.

The Who – Who’s Zoo (1974)

Diferente de outros discos citados nesta lista, este não é um álbum propriamente, mas uma junção de diversas gravações que nunca foram oficialmente lançadas pela banda. Outra curiosidade sobre a banda e as bootlegs, é que em 1970, eles lançaram o álbum Live At Leeds, que apesar de ser oficial, seguia a estética dos bootlegs, com uma caixa branca e o nome carimbado.

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