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Inspirada pelos Beatles, Jovem Dionísio grava álbum “ao vivo no estúdio” e se prepara para tour em ônibus-palco


Por:

Damy Coelho

Fotos: Divulgação/Fernando Mendes

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A banda Jovem Dionísio lançou, no dia 1º de abril, seu terceiro álbum, Migalhas. Antecipado pelos singles “Melhor Resposta”, “Ontem” e “Saída” — estes dois últimos também apresentados numa session ao vivo —, o disco marca uma virada no processo criativo do grupo, resultando no trabalho mais interessante dos curitibanos até então.

Gravado em apenas duas semanas, com todos os integrantes tocando juntos no estúdio Arnica Cultural, em Curitiba, Migalhas aposta em um registro direto: sem autotune, com instrumentos analógicos. Mais do que uma escolha estética, é uma tentativa de capturar o momento como ele é. JD, Lucas Suckow e Thiago Ramalho assinam a produção do trabalho.

Após dois anos trabalhando o sucessor de Ontem Eu Tinha Certeza (Hoje Eu Tenho Mais) (2024) — que reuniu feats com Arnaldo Antunes, Menos É Mais e até citações de Paulo Leminski —, a banda formada por Bernardo Pasquali (vocal), Rafael Dunajski Mendes “Fufa” (guitarra), Gustavo Karam (baixo), Bernardo Hey “Ber Hey” (teclado) e Gabriel Dunajski Mendes “Mendão” (bateria) decidiu seguir sem participações. O resultado é um som mais introspectivo, um indie rock com toques de pop rock.

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A inspiração para o modelo de gravação, segundo Bernardo, veio da série documental Get Back, dos Beatles, que mostra a banda criando o disco homônimo em estúdio, com todas as tretas e insights devidamente capturados e restaurados em 4K para o streaming. 

Clube da Esquina, Arthur Verocai e outros clássicos brasileiros dos anos 1970 também foram sons que os integrantes ouviram muito ultimamente, o que explica a priorização por um processo de gravação analógico. 

A banda não entrou em campo para perder. Para eles, este é o melhor disco de suas carreiras — a autoconfiança também deu o tom das gravações, capturadas muitas vezes em um take só. “Nossas músicas favoritas não necessariamente têm a execução perfeita de todos os instrumentos ou das vozes. Quando você entra num processo de um disco em que quer lapidar muitas coisas por muito tempo, o próprio tempo começa a jogar contra — porque a pessoa que você é quando começou a fazer o disco é diferente daquela que termina”, reflete Bernardo.

Para eles, essa organicidade no processo de gravação é também uma resposta a tempos de inteligência artificial. “Tem muita música por aí que parece repetição de outras. Então, nossa ideia foi fazer com que cada faixa fosse o retrato de um momento, mais autêntico do que necessariamente lapidado.”

Tour itinerante

Para botar na estrada um projeto tão diferente do que estavam acostumados a fazer, a banda decidiu inovar também na turnê: os integrantes vão rodar pelo Brasil em um ônibus Scania, que também vira um palco. “Ganhamos esse ônibus em um sorteio do Google”, nos conta Bernardo. 

“Como era um ônibus dos anos 2000, vimos que ele precisava de muitas reformas.  Quando a gente estava listando essas reformas, em algum momento alguém falou: ‘Pô, por que não botar um palco nele?’. E daí a cabeça de todo mundo clicou ao mesmo tempo".

Para quem ficou curioso para ver esse som ao vivo,

Por:

Damy Coelho

Fotos: Divulgação/Fernando Mendes

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