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Supergirl: novo filme da DC aposta em indie rock feminino e até na música brasileira


Por:

Giulia Cardoso

Fotos: Reprodução / Warner Bros.

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A chegada de Supergirl aos cinemas  marca um momento crucial para a nova DC Studios. Dirigido por Craig Gillespie (Eu, Tonya, Cruella) a partir de um roteiro de Ana Nogueira (Diário de Um Vampiro, Lista Negra), o projeto busca expandir a mitologia de Kara Zor-El, prima do Superman, através de uma lente interestelar carregada de nuances dramáticas. A Noize foi assistir ao longa e te conta algumas curiosidades — que passam, também, pela música.

A jornada de Kara Zor-El

Diferente da narrativa clássica de heroísmo otimista, o enredo propõe uma jornada de vingança e justiça, desencadeada por uma parceria improvável. A escolha de Milly Alcock para o papel central é um acerto de tom: a atriz entrega uma performance que navega com segurança entre a resiliência e a vulnerabilidade, especialmente nas camadas que exploram o luto da protagonista. Entretanto, é notável a tensão entre a profundidade dramática da personagem e a estrutura do roteiro, que por vezes cai na previsibilidade inerente ao gênero de origem, deixando lacunas na construção desse universo em expansão.

Como a própria Kara pontua na trama — em um contraponto direto à visão de mundo do Superman — enquanto o Homem de Aço é movido pela busca da bondade, ela se vê compelida a desvelar a verdade. Essa distinção filosófica é o que separa o longa de uma mera repetição de tropos heroicos, ainda que a execução narrativa não acompanhe sempre essa ambição.

O que sabemos sobre a trilha sonora?

A trilha sonora original, assinada por Claudia Sarne, foge do lugar-comum das produções épicas. Ao trazer muito rock, incluindo bandas com mulheres, como Wet Leg, Sleigh Bells e Wolf Alice, o filme tenta imprimir uma "energia punk" que, embora seja interessante conceitualmente, acaba por soar pouco marcante no corte final. 

As músicas "This Summer", "Catch These Fists" e "Smile"  definem a identidade do filme, porém habitam mais a memória dos trailers do que o próprio corpo da obra. Um detalhe, porém, reverbera com carinho: a inclusão de "Garota de Ipanema" em um planeta batizado em homenagem à ilustradora brasileira Bilquis Evely, criadora da estética que inspirou este filme.

Marketing Imersivo: A inserção do vinil

Em um movimento de contracultura digital, a Warner Bros. articulou uma estratégia de divulgação que devolve ao espectador a experiência tátil da música. Ao transformar a Phonica Records, em Londres, na "Red Sun Records", no dia 20 de junho, o estúdio promoveu uma curadoria imersiva focada no vinil. 

A ativação, que contou com uma recriação da nave da Supergirl e a oferta de itens de coleção, reafirma o papel do objeto físico como um interesse cultural que, em tempos de streaming, preserva o que há de mais humano e visceral na escuta musical. Pode-se dizer que esta é uma escolha que dialoga diretamente com a busca da personagem pela verdade.

Por:

Giulia Cardoso

Fotos: Reprodução / Warner Bros.

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