
O universo de Cidade de Deus: A Luta Não Para (2024) ganhou uma nova temporada, que estreia no próximo domingo, 8/11 na HBO Max e no canal HBO. Agora, a trama mostra o desenrolar dos fatos após a morte de Curió, personagem de Marcos Palmeira.
Voltam para os novos episódios nomes importantes como Buscapé, Berenice e Jerusa, vividos por Alexandre Rodrigues, Roberta Rodrigues e Andréia Horta, respectivamente. Outro nome que volta a dar o ar da graça é Cenoura, que marcou o filme e é interpretado por Matheus Nachtergaele.
A trama ainda se amarra com a trilha sonora original, produzida por Beto Villares, Érico Theobaldo e Luzia Barros, da Ambulante Music, eles também são assinam as produções de produções como Cangaço Novo (2023), Pssica (2025) e Bingo: O Rei das Manhãs (2017) responsáveis por trazer à história uma camada sonora desde a temporada anterior da produção. Na segunda temporada, o funk continua a figurar entre as canções, além do samba.
Érico explica que, a primeira temporada se passa por volta de 2005, duas décadas após os acontecimentos do filme e, portanto, o trabalho feito por eles desde a estreia da série referencia essa época.
“E também é um drama misturado com ação e um pouco de suspense, gêneros que tem uma linguagem muito própria e muito americanizada. Então,traduzir isso para o para o Brasil, especialmente para o Rio, foi um desafio.”
O processo
Os músicos explicam que o trabalho começa antes mesmo da série ser filmada. Ao receberem o roteiro, a trilha começa a nascer. Ao lerem, por exemplo, que uma das personagens seria uma funkeira, os compositores começam a trabalhar na composição das faixas.
Para isso, muitas vezes, eles contam com colaboradores, como foi o caso do ABRONCA, coletivo da Rocinha que escreveu as letras dos funks que ouvimos na primeira temporada, assim como um que estará na segunda.
“Quando recebemos o roteiro, a gente faz uma imersão antes mesmo de receber as imagens, entendendo quais são as emoções e os temas que a gente vai precisar, então, a gente cria esse banco sonoro exclusivamente para a temporada,” diz Luzia.

Bruno Costa, diretor de episódios da segunda temporada da série, explica que essa construção da trilha parte de duas fontes: “A primeira é a trilha original composta pelos talentosíssimos ‘Ambulantes’ [apelido para se referir ao trio da produtora]. Ela nos ajuda a chegar no ritmo e tom das cenas, e também traz elementos que representam as personagens”, explica. “A segunda é a trilha pesquisada, músicas da época em que a história se passa em suas versões originais ou em releituras feitas por nós com artistas contemporâneos.”
Beto finaliza com a importância da trilha sonora para uma produção audiovisual: “A música muda tudo no filme e isso faz com que a gente tenha que pegar leve para entender a hora de causar impacto”. E confessa: “o filme que funciona com pouquíssima música também é muito legal… mas não conta para ninguém [risos].”





