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Já a segunda batalha foi super positiva, rendendo ovações e aplausos. Josh Homme e sua gangue ocuparam o palco por inteiro lançando sons brutais de cada instrumento durante 1h30 de um espetáculo que envolvia muita pose e atitude. Com uma presença impecável, o líder do Queens Of The Stone Age dominava o espaço por completo, se jogando pelos neons e se comunicando com o público entre as músicas do setlist que passou por toda discografia da banda.
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“Vamos tocar uma música nova agora, uma música que vocês não conhecem”, disse o vocalista antes da introdução de "No One Knows", um dos maiores hits do grupo que fez as pessoas perderem o controle de verdade pela primeira vez. Se o palco fosse uma partida de Mortal Kombat, o aviso de ataque brutal apareceria na tela repetidas vezes, principalmente depois do solo de bateria de Jon Theodore que parecia infinito, e ninguém reclamaria se realmente o fosse.
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Fim do segundo round. O vencedor? Todo mundo que estava por ali: banda e fãs. E, para muitos, aquela era uma luta que já não precisava mais de uma nova investida. Acabado o show do QOTSA, muitos que foram apenas prestigiar os californianos ao vivo, que há 4 anos não colocavam os pés na capital gaúcha, foram embora muito satisfeitos. No último round foi a vez dos caras do Foo Fighters, os detentores do cinturão, instaurarem um estado de catarse por quase 2h30 em uma performance de mais de vinte músicas no setlist. "Vocês sabem o que viemos fazer aqui? Viemos trazer rock and roll pra vocês", gritou Dave Grohl ao microfone.
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E foi paulada de rock and roll do começo ao fim, com uma multidão fervorosa de aficionados cantando cada letra - até mesmo covers de ícones do rock como os John Lennon, Ramones e Queen - aplaudindo e fazendo luzinhas com o celular que chamaram a atenção do vocalista (“estrelas”, de acordo com Dave). As estrelas começaram em "The Sky is a Neighborhood", faixa do álbum Concrete and Gold lançado no ano passado, e seguiram se repetindo durante o resto do show em clássicos da banda. “Temos muitos fãs da velha guarda aqui, então vamos tocar coisas antigas”, ele avisou: “Gosto quando vocês cantam juntos comigo, vocês podem cantar junto comigo? Vocês podem cantar mais alto que eu?”, pediu o cara antes de começar a icônica "My Hero", que trouxe novamente as suas adoradas “estrelas” em todos os setores da platéia. Em mais um cenário brutal de solo de bateria, a estrutura do drumkit de Taylor Hawkins se elevou em uns cinco metros de altura enquanto ele fazia uma lavagem cerebral em todos os presentes, tocando freneticamente e até onde os braços dele aguentaram.
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“Vocês querem que a noite termine?”, perguntou Dave. “Nem nós, então nós vamos tocar até eles mandarem até a gente parar.” A impressão era que a noite realmente não teria mais fim com hit atrás de hit, até a chegada de “The Best Of You”, que foi a deixa para a banda sair do palco, voltar para fazer o encore e chamar uma criança ao palco para gritar dois “yeahhh” no microfone. Um encerramento quase que cerimonial, passando a energia do rock and roll para as gerações futuras. Fim do combate com nocaute e a promessa de um retorno da banda ao Brasil assim que possível. O vencedor? O rock, com toda certeza.














