michael (banner)

Michael Jackson: 5 diretores de cinema por trás de seus clipes icônicos


Por:

Vitória Prates

Fotos: Reprodução

COMPARTILHE:

Poucos artistas transformaram tanto a linguagem do videoclipe quanto Michael Jackson. Cada lançamento vinha acompanhado de um acontecimento audiovisual, principalmente nos anos 80 e 90, com seus curtas-metragens ambiciosos.

Eles traziam uma narrativa completa, efeitos especiais e direção assinada por alguns dos cineastas mais importantes de Hollywood. Essa relação entre o Rei do Pop e o cinema ganha novo fôlego com Michael (2026), cinebiografia em cartaz nos cinemas. Interpretado por Jaafar Jackson, sobrinho do cantor, o longa é dirigido por Antoine Fuqua. Aqui na Noize, a gente te conta o que achou do filme.

"Who Is It", dirigido por David Fincher

Antes de dirigir clássicos como Clube da Luta (1999), Seven - Os Sete Crimes Capitais (1995) e Garota Exemplar (2014), o cineasta construiu sua carreira nos videoclipes. Em 1992, ele dirigiu “Who Is It”, faixa do álbum Dangerous (1991), lançado em um momento de transição artística de Michael, que buscava sonoridades mais sóbrias. O clipe ficou conhecido pela iluminação dramática e narrativa melancólica sobre solidão e obsessão — características que mais tarde se tornaram assinatura de Fincher no cinema. 

"Thriller", dirigido por John Landis

Ele é conhecido por filmes como Os Irmãos Cara de Pau (1980), Um Lobisomem Americano em Londres (1981) e Um Príncipe em Nova York (1988) que você, com certeza, já viu na sessão da tarde. Landis levou sua experiência no terror e na comédia para o clipe de Michael Jackson lançado em 1983. Com quase 14 minutos de duração, maquiagem revolucionária e coreografia icônica de zumbis, “Thriller” redefiniu o formato dos videoclipes e ajudou a transformar o álbum homônimo como um dos mais vendidos da história. 

John Singleton - “Remember the Time”

Primeiro diretor negro indicado ao Oscar de Melhor Direção por Os Donos da Rua (1991), John Singleton dirigiu esse clipe ambientado no Egito Antigo. O vídeo reuniu um elenco estrelado com Eddie Murphy, Iman e Magic Johnson. Em um período em que Michael Jackson investia em produções cada vez mais grandiosas para divulgar o álbum Dangerous, o vídeo chamou a atenção pelos cenários luxuosos, efeitos especiais e pela valorização de referências africanas.

Martin Scorsese - "Bad"

Em 1987, Scorsese já era um dos grandes nomes do cinema americano graças a filmes como Taxi Driver (1976) e Touro Indomável (1980), quando aceitou dirigir “Bad”. O clipe foi pensado como um curta-metragem de quase 18 minutos e traz Michael em uma fase decisiva da carreira: a pressão de suceder o fenômeno de “Thriller”. Inspirado em musicais e dramas urbanos de Nova York, o vídeo apresentou um lado mais agressivo e amadurecido do cantor, além de eternizar o visual em couro preto e a coreografia nas estações de metrô, que se tornaram símbolos da era Bad (1987).

Spike Lee - "They Don't Care About Us"

Esta parceria resultou em um dos clipes mais políticos da carreira do artista. Diretor de obras como Faça a Coisa Certa (1989) e Infiltrado na Klan (2018), Spike comandou “They Don’t Care About Us”, lançado em 1996, durante a fase do álbum HIStory: Past, Present and Future, Book I (1995). Gravado no Pelourinho, em Salvador, e na favela Santa Marta, no Rio de Janeiro, o clipe ganhou repercussão mundial ao mostrar a desigualdade social brasileira ao lado da batida percussiva do Olodum, reunindo 200 membros do grupo, em cinco horas de gravação. A ideia de gravar no país veio do próprio Michael e parou as cidades que o receberam, inclusive, no Rio de Janeiro, o músico atirou, da varanda do hotel, objetos pessoais para os fãs, entre fotos, bonés e até toalhas.

Por:

Vitória Prates

Fotos: Reprodução

COMPARTILHE:

RECEBA NOVIDADES POR E-MAIL!

Inscreva-se na nossa newsletter.